domingo, 30 de dezembro de 2012

Conservar o azeite puro
O verdadeiro objetivo dos gregos não era a destruição do óleo da Menorá, mas sim conseguir com que fosse reacesa com óleo profanado. O propósito por trás disto era, ao invés da supressão da Torá, sua profanação; queriam que ela fosse considerada uma obra humana.
Chanucá nos lembra que o maior perigo na vida judaica não é a ameaça de sua supressão ou de sua extinção completa, mas antes, a tendência de profaná-la alimentando sua Menorá com óleo impuro.
Essa tendência pode expressar-se de várias maneiras: na adoração do materialismo e sucesso material; na apresentação de certas ideologias feitas pelo homem e "ismos", como a panacéia de todos os males da humanidade; na idolatria da ciência e da tecnologia e a tendência de julgar e medir tudo segundo os padrões do raciocínio humano. Ela não exclui necessariamente a "experiência religiosa", mas ou a confina a uma área restrita, ou pior ainda, produz uma pseudo-religiosidade onde a consagração e a devoção são sacrificadas de acordo com conveniências e compromissos pessoais.
Chanucá nos ensina que a santidade e a pureza da vida judaica deve ser conservada a qualquer custo. Os aspectos externos e materiais de nossa vida diária não somente devem ser preservados de serem contaminados em sua pureza e santidade, mas ao contrário, Torá e mitsvot devem levar santidade a todos os aspectos materiais de nossa vida de acordo com o princípio: "Conheçam-O em todos os seus caminhos".
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