sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

1. POR QUE DEVEMOS ACEITAR JESUS COMO ÚNICO E SUFICIENTE SALVADOR ?
1.1 – Todos somos pecadores. A Bíblia é quem diz em Romanos 3.23: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Veja mais versículos que explicam sobre o pecado em toda a humanidade em Genesis 6:5, 1º Reis 8:46, Salmos 53:3, Isaías 53:6, Isaías 64:6, 1ª João 1:8.
Deus criou o homem a sua imagem e semelhança, sem pecado e imortal (Genesis 1:26). Mas o homem desobedeceu a ordem de Deus, comendo da fruta que não podia (Genesis 2:17). O castigo estabelecido por Deus era a morte: morte física, a qual é a separação do corpo e da alma, e a morte espiritual, a qual é a separação de Deus, a aliança entre Deus e o homem foi quebrada (Romanos 5:12), e criou-se um abismo espiritual entre Deus e o homem (Isaías 59:2). Deus deixou de habitar no coração do homem, ficando o homem vazio da presença de Deus (Genesis 3:7-8 e Salmos 81.11-12).
Com a desobediência, o pecado passou a fazer parte da natureza humana, como está escrito em Salmos 51:5 “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe”, ver também Genesis 8:21.
O pecado manifestou-se de várias formas como: idolatria, feitiçaria, homicídio, roubo, mentira, prostituição, ganância, avareza, soberba, orgulho, inveja, ciúme, maus pensamentos, blasfêmias e outras coisas parecidas, como está escrito em Gálatas 5.19-21 “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”.
Com essas ações, os homens se afastaram cada vez mais de Deus (Romanos 1:21-28). Alguns poucos buscavam a Deus e lhe obedeciam.
1.2 – O pecado deve ser pago com a própria vida do pecador.
Como a lei que Deus estabeleceu sobre a criação era de que o pecado devia ser pago com a vida, e a vida dos seres criados é representada pelo seu próprio sangue (Genesis 2:17 e 9:4). O homem deveria morrer e derramar seu sangue para pagar por seus pecados, o problema é que Deus não aceitaria esse sacrifício como suficiente para perdoar seu pecado e salvá-lo da condenação eterna, pelo fato do homem ser manchado de pecado (Isaias 53:5, 1ª Pedro 3:18, 1ª João 3:5 e Atos 4.12) .
1.3 – A triste realidade do homem sem Deus
Por causa do pecado, o homem ficou separado de Deus, e a morte física traz para o homem um juízo eterno, longe dele, num lugar de tormento, conforme está escrito em Hebreus 9:27 “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”. O pecado trouxe a separação de Deus e a eterna condenação para os pecadores (Atos 17:31, Romanos 2:16, Apocalipse 20:12), como está escrito em Romanos 5:18 “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.” Mas este versículo mostra que Deus preparou um plano de salvação para os pecadores, mesmo sem eles pedirem ou buscarem qualquer ajuda em Deus.
1.4 – Deus amava todos os homens e criou um plano para salvá-los
Então, como Deus amou muito a humanidade, mesmo quando ela deixava de adorar a Deus para adorar animais, pessoas mortas e até mesmo o próprio diabo (Romanos 1:21-23), Deus criou um plano para salvar a humanidade. Esse plano é bem claro em João 3.16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Deus planejou o seguinte: O seu único Filho, que estava com ele na criação do mundo, do céu e de todos os seres vivos, viria a Terra e nasceria como homem, através de uma virgem, um grande milagre operado pelo Espírito Santo, como está escrito em Isaías 7 : 14 “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.” Pelo plano de salvação, Jesus nasceria e viveria como homem, sempre vivendo sem pecado, sem desobedecer a qualquer mandamento divino. Depois pregaria a verdade, faria vários milagres para comprovar que ele vinha de Deus, ele deveria ser morto numa cruz, e depois ressuscitar.
Jesus, o Filho único de Deus passou por tudo isso. A morte dele, o derramamento do seu sangue era para pagar aquele preço pela desobediência que Deus estabeleceu para Adão e Eva, e que recaiu sobre todos os homens, pois todos somos pecadores. Com o derramamento de seu sangue e sua morte, pelo fato de Jesus não ter pecado, o sacrifício agradou a Deus, e para provar isso, Deus o ressuscitou ao terceiro dia como sinal de que ele havia vencido o mundo, o pecado, o diabo e a própria morte (Romanos 5:12-19; Hebreus 2:14-18).
1.5 – O sacrifício de Jesus é redentor, expiatório e vicário
Como o sacrifício de Jesus foi perfeito diante do Pai, Deus aceitou o pagamento pela dívida do pecado, por isso dizemos que é redentor, que significa comprador (Romanos 3:23-24; Gálatas 3:13; 1ª Pedro 1:18; Apocalipse 5:9).
O sacrifício também é poderoso para perdoar e apagar para sempre qualquer pecado de quem o aceitar, por isso dizemos que é expiatório (Isaías 53:9; Romanos 5:9; Hebreus 9:14; Apocalipse 1:5)
O sacrifício de Jesus foi no meu e no seu lugar. Nós deveríamos morrer pelos nossos pecados, ele não tinha pecado nenhum, e por ele ter morrido no nosso lugar, dizemos que é vicário, ou seja substituto (Isaías 53:4-11).
Por causa de tudo isso, Jesus restaurou a aliança que havia sido quebrada (João 1:29). Foi construída a ponte entre Deus e o homem que ultrapassa o abismo da morte espiritual e do pecado, tornando-se mediador entre Deus e os homens (João 1:12; 1ª Timóteo 2:5). O nome daquele que crê em Jesus é escrito no livro da vida, nos céus. Esses com os nomes escritos são os que ao morrerem seguem para o Céu, e os que estiverem vivos no dia da volta de Jesus, o arrebatamento, serão levados desta terra (1ª Corintios15:50-53. Esse livro será aberto no dia do Juízo Final, e ali se verá a diferença do que serve a Deus e do que não serve, como está escrito em Apocalipse 20:12-15 “12 E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.13 E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.14 E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.15 E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”.
1.6 – O que fazer para receber o perdão de Deus e restaurar a aliança com Ele?
Como já vimos em João 3.16, aquele que entender que é pecador e crer que Jesus foi enviado por Deus e morreu em seu lugar, esse recebe o perdão de Deus. Porém, esse crer não é apenas acreditar, mas sim se entregar a Ele, e lhe obedecer, como está escrito em Hebreus 5.8 e 9 “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem”; também está escrito em Tiago 2.19 “Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem. Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?” O homem deve arrepender-se dos seus pecados, da vida que levava antes de conhecer a Deus e voltar para aquele que lhe criou, como está escrito em Marcos 1:14 e15 “E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho do reino de Deus,e dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho”. Também está em escrito em Efésios 2:1-3 “1 E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,2 Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.3 Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também”. Portanto o homem deve crer e obedecer para receber o perdão real de Deus. Por isso todos devem aceitar a Jesus como seu único e suficiente salvador. O que significa que o homem deve permitir que Jesus o salve do mundo e do pecado, e que ele seja seu Senhor, Mestre e Guia, determinando os passos que o homem deve dar através da sua Palavra e do seu Espírito Santo. O homem deve seguir os passos de Jesus. O próprio Jesus ensinou isso em Lucas 9:23 “E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.”
1.7 – O novo nascimento
Jesus afirma em João 3.3; 5 “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus… Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”.
Quando o homem entende que é pecador e permite que Jesus se torne seu Senhor e Salvador, o Espírito Santo pela sua ação no espírito do homem e pelo ensino da Palavra de Deus, que é a Bíblia, produz o novo nascimento no homem, que significa transformá-lo em uma nova criatura, onde as coisas velhas se passaram, e tudo se fez novo, conforme está escrito em 2ª Corintios 5.17. O homem passa então a andar de acordo com a vontade de Deus, que é declarada na Bíblia Sagrada. O mal e o pecado que antes lhe dominavam, não dominam mais, e ele se torna livre para andar em santidade, porque foi criado por Deus para isso, como diz João 8.32 “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. O homem passa então a ter atitudes cada vez mais parecidas com as de Jesus: não mente, não rouba, não tem maus pensamentos, não deseja o mal para os outros, não odeia as pessoas, não fala palavrões, não tem inveja nem ciúme de ninguém, não cobiça, não se prostitui, não idolatra e deixa os vícios. Mas passa a amar a Deus e as pessoas, trabalha para se sustentar, ajuda mesmo as pessoas que não gostam dele, fala sempre a verdade, paga as suas dívidas, não anda com pessoas que escarnecem da sua fé e de Deus, evita contendas e discórdias, e busca sempre agradar a Deus em todas as sua atitudes. Isso é uma coisa que vai sendo aperfeiçoada com a sua obediência diária, como uma escada que tem vários degraus. O Espírito Santo com toda a paciência vai aperfeiçoando o homem, lhe mostrando o caminho que deve andar, a cada dia que o homem vai aprendendo mais e mais a Palavra de Deus, e que o Espírito Santo lhe ensina no seu próprio coração, fazendo ele sentir que agradou ou entristeceu a Deus. Cabe ao homem seguir o ensino de Deus pelo Seu Espírito Santo e pela sua Palavra. Fazendo isso, o homem demonstra que nasceu de novo, como está escrito em 1ª Pedro 1.22 e 23 “Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro; Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre”. E quanto mais o homem obedece a Deus, mais ele quer obedecer, e mais ele rejeita o pecado.
1.8 – A nova vida com Jesus
A partir do momento que aceitamos Jesus como único e suficiente Salvador e Senhor, ele passa a habitar de novo no coração do homem, como foi antes da queda, conforme está escrito em João 14:23 “Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada”. Também a Bíblia afirma na Epístola de 1ª Coríntios 3 : 16 “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” Com Jesus habitando em nossos corações através do seu Espírito Santo, nós passamos a ter um pouco da natureza divina, que combate com a natureza carnal, para que nós andemos não mais segundo a vontade da carne, mas segundo a vontade Deus. O Espírito Santo produz em nós parte do caráter de Deus, ou seja, seus atributos divinos, para que possamos ser realmente filhos Deus. Pois, se somos filhos de Deus, temos que parecer com Ele. Não adiante dizer que é filho de Deus, se não se parece com Ele nas suas atitudes. Por isso a Bíblia ensina que o Espírito Santos produz fruto dentro de nós, a fim de sermos parecidos com Jesus, como está escrito em Gálatas 5:22 “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, domínio próprio”. Este último é importante, pois com o domínio próprio, podemos dominar todos impulsos pecaminosos de nossa carne e do nosso coração, e só o Espírito Santo pode fazer isso no homem, por isso que o Evangelho é poderoso para transformar qualquer pecador numa pessoa santa, num verdadeiro filho de Deus, que se parece com Jesus em suas atitudes, pensamentos e sentimentos para com os outros e para com o Pai Celestial. O amor, a paz e a alegria (gozo) tomam conta do coração do homem, de modo que a tristeza, a angustia, a depressão, a ansiedade, o medo, a insegurança, o ódio, a inveja, a cobiça e outros sentimentos ruins perdem o espaço dentro da alma do homem. Não que isso desaparece por completo, mas a natureza divina não dá espaço para a natureza humana. A longanimidade, a benignidade, a bondade e a mansidão permitem que sejamos pessoas melhores para com os outros, aprendemos a perdoar, a ter paciência com as pessoas, suportá-las mesmo quando parecem insuportáveis, a orar e fazer o bem até mesmo por aqueles que nos fazem mal e nos odeiam, como Jesus ensinou em Mateus 5:44-48 “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus. Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus”.
A fé é uma das partes mais importantes da nossa vida, pois sem a fé é impossível agradar a Deus. A fé é acreditar em algo que não se vê com os olhos materiais, nem se tem provas concretas de que irá acontecer. Só aceitamos a Jesus pela fé que ele gera dentro de nós pelo poder da sua palavra, como está escrito em Romanos 10.17 “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”. Esta fé faz com que a graça de Deus alcance nossas vidas, como está escrito em Efésios 2.8 “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”. A graça é o favor de Deus que o homem não merece. Não é pelo merecimento de alguém que Deus o salva, mas pelo grande amor dele. Deus quer salvar a todas as pessoas independentemente do que elas são ou do que fizeram, por isso é favor imerecido, o homem não faz nada para merecer, mas Deus escolheu salvar o homem assim mesmo. Então a palavra do evangelho pregada ao homem tem o poder de gerar fé nele, e escolhendo o homem aceitar a Jesus, como prova da sua fé (pois como vimos, fé sem ações é morta) pela ação de aceitar a Jesus publicamente, Deus pela sua graça perdoa o homem, isso por causa do sacrifício de Jesus na Cruz, como vimos antes. Pela fé também alcançamos os milagres de Deus em nossas vidas.
2. BÍBLIA SAGRADA, A PALAVRA DE DEUS
2.1 – A Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus
A Bíblia Sagrada foi inspirada por Deus, e homens santos a escreveram, conforme a orientação do Espírito Santo, conforme está escrito em Segunda Timóteo 3 : 16 “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça”. Ela transmite a vontade de Deus para o homem, revela seus atributos, conta a história da criação do mundo, de santos homens do passado, conta a história do povo israelita, de cuja descendência Jesus veio a se encarnar, como também as profecias para épocas que já passaram, e profecias que ainda irão se cumprir, em um futuro próximo. A Palavra de Deus mostra também a história do ministério do Senhor Jesus nesta terra, bem como seu nascimento, seus ensinamentos, os milagres que operou, sua morte e ressurreição. Existe também na Bíblia as várias promessas de Deus, não só para o futuro distante, mas as promessas para hoje na vida de quem aceitou a Jesus. E é exatamente essas promessas para o hoje que se cumprem nas nossas vidas que nos faz acreditar ainda mais em todo o resto que está escrito na Bíblia.
2.2 – A Bíblia deve ser estudada pelos servos de Jesus
Toda pessoa que aceita a Jesus, e quer seguir os passos do Senhor, deve ler e meditar na Palavra do Senhor todos os dias, com está escrito em Salmos 1:2-3 “Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem. Tudo o que fizer prosperará.” Porque ela orienta o caminho que devemos andar, num mundo cheio de pecado e de engano, como está escrito em Salmos 119:105 “Lâmpadas para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos.” Mesmo em textos que contam histórias, nós podemos tirar vários ensinamentos de como devemos e de como não devemos agir, conforme Segunda Timóteo 3 : 16 “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” . Tudo que o Espírito Santo inspirou para ser escrito, foi para que tivéssemos exemplos, conforme Romanos 15 : 4 “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.”
2.3 – A Palavra de Deus nos faz conhecer a verdade do mundo
Antes das pessoas conhecerem a Jesus, elas vêem o mundo cada um a sua maneira. Mas no momento que Jesus passa a habitar o coração dessas pessoas, elas passam a ser iluminadas pela verdade, e não mais acreditam em qualquer coisa que se diz, por aí, porque a Bíblia tem resposta para tudo, conforme está escrito em Salmos 119:130 ” A exposição da tua palavra dá luz; dá entendimento aos simples.” Também em Salmos 119:30 “Escolhi o caminho da verdade; propus-me seguir os teus juízos”. Em Mateus 11:29 “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas”. Ainda em João 17:17, Jesus ora ao Pai por nós, seus discípulos e servos, pedindo que sejamos santificados, ou seja, separados das mentiras e enganos que há no mundo, dizendo “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade”
2.4 – A Palavra de Deus liberta
A Palavra de Deus tem o poder de libertar o homem do pecado. Jesus ensinou que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado, mas crendo o homem em Deus, Jesus o liberta desse poder. Assim o homem é livre para obedecer a Deus e andar em santidade, como foi criado para andar, como está escrito em João 8 “31 Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; 32 E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. 33 Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres? 34 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. 35 Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre.36 Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.
2.5 – A palavra de Deus nos conforta e nos consola
A partir do momento que aceitamos a Jesus, o inimigo de nossas almas tenta nos fazer parar e tropeçar de muitas maneiras. A Bíblia tem todos os ensinos pelos quais encontramos força e paz para continuar nossa jornada, como está escrito em Salmos 119:165 “Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.” Está escrito que a Palavra de Deus é um escudo para nós, e nos protege das investidas do nosso inimigo, veja o que diz Salmos 18 : 30 “O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; é um escudo para todos os que nele confiam”. O Salmo 91:4 também ensina isso: “Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel.” Pela sua Palavra, Deus nos inspira a continuar caminhando, confiando nele, sem temer nenhum perigo, pois ele é maior do que todos os nossos inimigos. O importante é que essa Palavra se cumpre dia após dia em nossas vidas, provando que ela é a verdade. Quanto mais somos provados, e mais confiamos em Deus pelo que ele nos promete em sua Palavra, mais adquirimos confiança em Deus, nossa fé aumenta, e aprendemos mais sobre Deus, e com o tempo, passamos a dar nosso testemunho de que Deus é verdadeiramente fiel para com os que nele confiam.
2.6 – Devemos obedecer os ensinos da Palavra de Deus
O homem tem que entender que a Bíblia não é só promessas, ela também tem ensinamentos e mandamentos do Senhor, para o qual devemos atentar, para podermos andar na verdade de Deus, em direção aos Céus . Muitos hoje tem buscado a Deus apenas pelo que ele pode fazer por suas vidas, mas não tem oferecido suas vidas aquele que pode fazer milagres, mas principalmente quer salvar a vida do homem, como está escrito em Lucas 11 : 28 “Mas ele disse: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.” Então, nada adianta ver milagres, receber bênçãos sem obedecer a Deus, pois o mais importante é ter o nome escrito no livro da vida, como disse Jesus em Lucas 10:17 e 20 “17 E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam. 20 Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos no livro da vida”. Devemos sempre obedecer os ensinos do Senhor, para termos direito de entrar no Céu, veja Tiago 1:22 “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”. Assim teremos vida santa, saudável, em paz e alegria, vitória, bênçãos, até o dia de entrar no Céu.
2.7 – A divisão da Bíblia Sagrada
A Bíblia é divida em Antigo Testamento e Novo Testamento. O divisor é o nascimento (encarnação) do Senhor Jesus Cristo, o qual é o centro de toda o ensino bíblico.
O Antigo Testamento é divido em:
1 – O Pentateuco: Escritos por Moisés, os cinco primeiros livros, vai de Gênesis a Deuteronomio. Falam sobre a criação, os patriarcas, a escravidão e a libertação de Israel sob o Egito, e a Lei estabelecida por Deus para o povo de Israel.
2 – Livros Históricos: Escritos por vários homens santos, vai de Josué até Ester. Falam principalmente da história de Israel, desde a conquista da Terra de Canaã (Terra Prometida), o período dos juízes, dos reis e dos profetas, e vai até o exílio do povo israelita para várias partes do mundo e para a Babilônia. Falam ainda sobre o regresso de alguns exilados para a Terra de Israel.
3 – Livros Poéticos: Escritos por vários homens santos, vai de Jó até Cantares. São textos sagrados que transmitem vários ensinamentos, promessas e profecias de uma forma poética. Muitos destes textos, principalmente os Salmos, eram cantados em reuniões de adoração ao Senhor.
4 – Profetas: Os santos homens que transmitiram a vontade de Deus, e anunciaram profecias para os seus dias, para dias posteriores, as quais já se cumpriram (como o nascimento de Jesus), e para dias futuros, as quais ainda não se cumpriram. Vai de Isaías até Malaquias.
O Novo Testamento é dividido em :
1 – Evangelhos: Escritos por apóstolos e evangelistas, contam a história de Jesus, do seu nascimento, vida, ensinos, milagres, morte, ressurreição e ascenção. São eles Mateus, Marcos, Lucas e João.
2 – Atos dos Apóstolos: Escrito por Lucas, mesmo autor do Evangelho, conta o início da igreja, sua perseguição e obra missionário pelo mundo afora.
3 – Epístolas: Escritas pelos apóstolos, transmitem ensinos variados sobre a vida cristã, sobre Deus, sobre as promessas de Deus. Todos os ensinamentos das epístolas são de alguma forma uma explicação mais detalhada dos ensinamentos do Senhor Jesus registrados nos Evangelhos. Vai de Romanos até Epístola de Judas, irmão de Tiago.
4 – Apocalipse: Escrito pelo Apóstolo João, transmite a revelação de Deus para os tempos do fim, nem todas as profecias podem ser interpretadas,mas dá uma idéia do que Deus preparou para os homens, tanto para os salvos (vida eterna) quanto para os que negaram a Cristo (condenação eterna).
3. A ORAÇÃO
3.1 – A oração é a forma pela qual o homem fala, conversa com Deus. É a maneira pela qual o homem apresenta suas necessidades, clamores e sentimentos na presença de Deus, como nesses exemplos: Salmos 5 : 3″Pela manhã ouvirás a minha voz, ó SENHOR; pela manhã apresentarei a ti a minha oração, e vigiarei.” Salmos 54 : 2 “Ó Deus, ouve a minha oração, inclina os teus ouvidos às palavras da minha boca.” Salmos 66 : 19 “Mas, na verdade, Deus me ouviu; atendeu à voz da minha oração.”
Todo servo do Senhor deve estar em constante oração, porque além de ser a forma pela qual falamos com o Senhor, a oração tem outros efeitos. Precisamos aprender o hábito de começar o dia em oração, e continuar o dia em constante oração:
3.2 – Pela oração, Deus faz milagres em nosso favor
Deus criou as leis que regem o mundo material e o mundo espiritual. Uma das leis do mundo espiritual é a que o servo de Deus, precisa falar com o Senhor e apresentar suas necessidades para que Deus se manifeste em seu favor. Se olharmos a Bíblia desde o início, veremos que todos os homens que andaram em caminhos de santidade, bênçãos e milagres, foram homens de oração: Enoque, Noé, Abraão, Jacó, José, Moisés, Samuel, Davi, os profetas e os apóstolos. Uma importante observação é que nem mesmo Jesus, em forma de homem, ficou livre dessa lei. Se olharmos nos evangelhos veremos que Jesus estava em constante oração, como quando foi escolher os 12 apóstolos (Lucas 6.12 e 13), antes de andar por sobre as águas (João 6.15-21), antes de ressuscitar a Lázaro (João 11:41-44) e antes da crucificação subiu ao monte das oliveiras para orar (Lucas 22:39-43). Esses são alguns exemplos, mas Jesus estava sempre em oração, porque é assim que o homem deve falar com Deus. E quando estamos em oração, Deus faz milagres por nós, como vemos em Salmos 22 : 24 “Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem escondeu dele o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu.” Quando o Apóstolo Pedro estava preso, a Igreja estava orando por ele, e Deus enviou um anjo para o libertar da prisão de uma forma espantosa e maravilhosa (Atos 12:4-11). Pela oração, o profeta Daniel viu Deus enviar anjos para lhe trazer respostas e vitórias, mesmo quando o inimigo tentou impedir a resposta de Deus (Daniel Cap. 2, e Cap. 10). Quando o profeta Jeremias estava preso e achou que fosse morrer ali, Deus apareceu para ele e lhe mandou orar, clamar, para que Deus lhe enviasse vitória e novas revelações (Jeremias 33.1-3).
Quando buscamos a Deus em oração, Ele faz o impossível se tornar possível, conforme vemos em Efésios 3:20 “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera.” Também vemos em Tiago 5 : 16 “…A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” Por isso temos que buscar a Deus em oração se quisermos receber os milagres em nossas vidas.
3.3 – Pela oração, Deus afasta o nosso inimigo
O inimigo de nossas almas está sempre tentando atrapalhar nossa caminhada para os Céus. Ele lança tropeços de várias formas. Mas quando estamos em constante oração, o inimigo é derrotado. Vemos que o profeta Daniel buscou a Deus em oração por uma resposta, e o inimigo tentou impedir que a resposta descesse. Mas como o profeta continuou em oração, Deus enviou o arcanjo Miguel para repreender o inimigo e permitir que a resposta chegasse ao profeta (Daniel cap. 10) . Vemos também uma cena em que os discípulos de Jesus tentaram expulsar um demônio de um jovem,porém não conseguiram. Quando Jesus chegou e expulsou aquele demônio, os discípulos então perguntaram porque não puderam expulsá-lo, Jesus disse que aquela qualidade de demônio não sai a não ser com oração e jejum (Mateus 17:14-21).
3.4 – A oração nos aproxima de Deus
Quanto mais o servo do Senhor orar, mais próximo e íntimo será de Deus. Todos que querem intimidade com Deus, tem que buscar a Deus em constante oração. O Rei Davi era um homem que orava muito, por isso foi tão próximo de Deus, que além de rei, Davi foi profeta, poeta, e vários salmos foram escritos por ele. Muitos desses salmos são profecias sobre o próprio Jesus. Se lermos os salmos de Davi, veremos que ele falava com intimidade com o Senhor. Os apóstolos escolheram homens para serem separados para o serviço de diácono da igreja, porque não podiam deixar a oração nem a Palavra, como está escrito em Atos 6:1-4. Eles tinham a necessidade de estar em constante oração ao Senhor para poder pregar a Palavra de Deus com unção e autoridade, e para que os milagres continuassem a acontecer na igreja.
Quando temos uma vida de oração, nos tornamos fortes contra o pecado e contra nossa própria carne, porque ao nos aproximarmos mais de Deus, nos tornamos mais espirituais.
3.4 – Como devemos orar
A oração é a forma como falamos com Deus. Ora, Deus é o Senhor das nossas vidas, é o Criador Todo-Poderoso, o Rei Eterno, portanto devemos nos apresentar para falar com Ele nos humilhando na sua presença. A oração deve ser feita sempre com um coração humilde na presença de Deus, para que Ele nos exalte, como está escrito em Mateus 23 : 12 “E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado.” O homem deve está humilde em seu corpo, alma e espírito.
Quando oramos de joelhos dobrados, estamos humilhando nosso corpo, como uma forma de demonstrar que somos totalmente submissos e dependentes do Senhor, veja o exemplo de Marcos 1 : 40-42 “41 E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. 41 E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo. 42 E, tendo ele dito isto, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo”. Veja que como o homem se humilhou, Jesus se moveu de uma compaixão profunda, e logo curou aquele homem. E como esse, existem vários outros exemplos de humilhação e de joelhos dobrados na Bíblia, e milagres e respostas foram dispensados aos homens.
Nós podemos orar em casa, como ensinou Jesus em Mateus 6.6 “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente”. Ou podemos orar na igreja, juntamente com os irmãos, como vemos em Atos 12:5 “Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus”.
Existem momentos que não podemos orar da mesma forma como explicado antes, de joelhos, em casa ou na igreja, quando estamos no trabalho, na escola, na rua, ou noutro lugar, mas podemos assim mesmo falar com o Senhor orando em nosso espírito, ou seja, usando nosso pensamento direcionado para Deus. Precisamos somente que nosso espírito e nossa alma continuem humilhados na presença de Deus, conforme a Epístola de Judas 1.20-21 “Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna”.
Nós também oramos quando estamos cantando e louvando ao Senhor, pois muitos hinos forma inspirados pelo próprio Espírito Santo para nos ajudar a clamar a Deus muitas vezes, conforme está escrito em Isaías 52 : 9 “Clamai cantando, exultai juntamente, desertos de Jerusalém; porque o SENHOR consolou o seu povo, remiu a Jerusalém.”
3.4 – Devemos ser perseverantes na oração
Jesus ensina em Lucas 18:1-8, que nós devemos perseverar em oração, sem jamais desanimar. Às vezes parece que Deus não está ouvindo a oração, ou não está atendendo nosso pedido, e nos perguntamos se estamos em falta, ou se Deus não nos ama. Mas em toda a Bíblia aprendemos que devemos orar continuamente, pois Deus nos está ouvindo, e no tempo certo trará a resposta. Veja o que diz Mateus 7:7 “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.” Veja também 1ª Tessalonicenses 5:17. Deus tem o tempo certo para agir em nossas vidas, nunca antes, nem depois, como está escrito em I Pedro 5 : 6 “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte”.
3.5 Devemos orar em Nome de Jesus
O senhor ensinou que devemos orar sempre no nome dele, pois ele criou a ponte entre Deus e os homens (1ª Timóteo 2:5), como ele mesmo disse em João 14:13-14 “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei”.
3.6 – Motivos pelos quais Deus não escuta a oração
-Deus não atende a oração, quando o pedido que fazemos é contra a vontade dele, veja I João 5: 14-15″Esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que já alcançamos os pedidos que lhe fizemos.”
-Deus não atende a oração quando o pedido é algo que queremos para satisfazer desejos ou sentimentos impuros, como está escrito em Tiago 4 : 3 “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.”
-Deus não atende a oração quando o buscamos sem fé, como está escrito em Hebreus 11:6 “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”.
-Deus não atende a oração quando estamos em pecado, como vemos em Isaías 59:1-3 “1 EIS que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir.2 Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça. 3 Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos de iniqüidade; os vossos lábios falam falsidade, a vossa língua pronuncia perversidade”.
-Deus não atende a oração do homem quando esse não trata a sua esposa como deve tratar, como amor, cuidado, como auxiliadora e não como escrava, e na vida conjugal dando a honra como vaso mais fraco, como está escrito em 1ª Pedro 3:7 “Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações”.
4. A VIDA CRISTÃ
4.1 – A IGREJA
A Igreja não é apenas a organização material para atividades religiosas, mas a união espiritual entre Jesus e todos aqueles que o aceitam, veja Efésios 5 : 23 “Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.” Também vemos em Colossenses 1 : 18 “E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.” Mateus 16 : 18 “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;” O próprio Deus planejou a existência da Igreja no princípio do mundo, veja também Efésio 3:9-11.
– Na igreja, o povo de Deus se reúne para adorar e louvar a Deus (Salmo 95:6; Salmo 100:1-4; Salmos 122:1; Isaías 2:3; João 4:23-24; Efésios 5:19)
- Na igreja, o povo de Deus se reúne para orar (Atos 2:1; Atos 12: 5; 2º Crônicas 7:15)
- Na igreja, o povo de Deus se reúne para aprender a palavra do senhor (Salmos 27 : 4, 1º Corintios 2:1-4 )
- Na igreja, o povo de Deus se reúne para ter comunhão João 10:16; Atos 2:42-46 .
- Não devemos deixar de congregar, porque essa não é a vontade de Deus, Hebreus 10:25
4.2 – O TESTEMUNHO
Podemos dizer que o testemunho é a atitude do novo homem, como nascido de novo, andando nos caminhos de Deus, não mais segundo a vontade da carne, mas do Espírito Santo, João 3:5.
- A importância do testemunho diante dos homens, é que mostramos que somos filhos de Deus, e o seu Nome é glorificado, 1ª Pedro 2:12 e 15.
- Damos testemunho através da humildade e da mansidão, Mateus 5:3-5, Mateus 11:29
-Damos testemunho através das palavras que falamos, sem gírias e sem palavrões, Efésios 4:29; Efésios 5:3-4; Colossenses 3:8 .
- Damos testemunho quando falamos a verdade, porque o Diabo é o pai da mentira, mas Jesus é o caminho, a verdade e a vida, João 14:6; João 8:44; Efésios 4:24-25.
- Damos testemunho quando pagamos nossas dívidas e devolvemos as coisas que pegamos emprestadas, Romanos 1:31; Hebreus 12:1.
- Damos testemunho dentro do nosso próprio lar, mostrando agora que somos mansos, humildes, não gostamos de discussões, discórdias, e não concordamos com o pecado, a fim de ganharmos nossa família, Atos 16:31.
4.3 – A SANTIFICAÇÃO
O pecado é tudo aquilo que vai contra a natureza Santa de Deus, e significa em hebraico errar o alvo, o alvo de todo homem é agradar a Deus e lhe obedecer (Eclesiastes 12:13-14). A santificação significa separar-se das coisas do mundo, das várias formas de pecado, porque Deus é santo (1ª Pedro 1:16), como já foi explicado no tema Novo Nascimento.
- A santificação é operada no homem através da palavra de Deus, pois na Bíblia está escrita a vontade de Deus, o que lhe agrada e o que não lhe agrada, João 17-17, Romanos 2:1-2, Efésios 5:26.
- A santificação é operada no homem através do Espírito Santo, pois ele nos faz sentir em nosso coração quando agradamos ou desobedecemos a Deus, Romanos 1:4, 2ª Tessalonicenses 2:13, 2ª Corintios 7:10
- A santificação é aperfeiçoada no crente, a medida que caminhamos com o Senhor, pois vamos aprendendo cada vez mais a vontade de Deus, e vamos nos afastando cada vez mais do mundo, 2ª Corintios 7:1, Efésios 4:13.
O homem tem várias oportunidades para pecar diariamente (Hebreus 12:1), através dos pensamentos, das palavras, dos sentimentos e das atitudes (Marcos 7:20-23). Por isso temos que guardar nosso coração para não pecar contra o Senhor (Provérbios 4:23) e conservar santo nossa corpo, alma e espírito (1ª Tessalonicenses 5:23).
- Devemos tomar cuidado com o pecado, porque ele entra através da cobiça e da concupiscência, que significa desejo (Gênesis 3: 6; 2ª Samuel 11:2-4; Tiago 1:14-15, 1ª João 2:16-17)
- O desejo do pecado entra por aquilo que vemos (Mateus 6:22-23, 1ª João 2:16), por isso temos que vigiar naquilo que olhamos na rua, nas revistas, no trabalho, no colégio, assistimos na TV, na Internet, para não sermos tentados, porque a carne é fraca (Mateus 26:41)
- O desejo do pecado faz parte da natureza humana (Romanos 7:14-23) , que só é vencida pela palavra de Deus e pelo Espírito Santo (Romanos 8:1-4; Romanos 8:13-16), quando o homem aceita a Jesus de todo o seu coração (João 3:3-6)
 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Purificação de sete dias sem fermento


1
A SEMANA DOS PÃES ASMOS
Seu significado e importância na vida do crente
Vítor e Rui Quinta
Maio 2006; Abril de 2007; revisto em Julho 2009
1. Significado histórico
Do ponto de vista histórico, a Festa dos Pães Asmos (ou dos pães sem fermento)
assume, no conjunto das solenidades ordenadas pelo Senhor YHWH um significado
importante na vida da congregação, o Israel de YHWH.
Ao longo dos tempos podem ser encontrados registos de acontecimentos na vida do
povo de YHWH que, pela sua importância e significado ainda hoje devemos recordar,
particularmente porque eles foram determinados por YHWH. Eis alguns:
a) A primeira Páscoa celebrada ainda no Egipto implicava, desde logo, que o povo
que haveria de ser libertado com mão forte pelo Senhor, comeria o cordeiro
assado com ervas amargas, os sapatos nos seus pés, os seus cajados nas suas
mãos e o comeriam com pães ázimos (ou pães não levedados). Comeriam a
Páscoa apressadamente, como quem se apressa para iniciar uma longa
jornada. Este preceito divino foi estabelecido por estatuto perpétuo para toda a
nação de Israel – Êxodo 12:11, 14. A nação de Israel (e muitos outros povos
com ela) saíram do Egipto na manhã do dia seguinte ao sacrifício da 1ª Páscoa,
conforme nos diz em Números 33:3: “Partiram, pois, de Ramessés no
primeiro mês, no dia quinze do primeiro mês; no dia seguinte da páscoa
saíram os filhos de Israel por alta mão, aos olhos de todos os egípcios”.
2
b) Assinala-se ainda que a passagem do Mar Vermelho a pé enxuto tenha ocorrido
no último dia da semana dos asmos. Após a exterminação dos exércitos do
faraó nas águas, YHWH completou a libertação deste povo, cumprindo a Sua
promessa de libertação do jugo da servidão (no nosso caso, o jugo da servidão
ao pecado do qual fomos libertados pelo sangue do Cristo).
c) Após peregrinar durante 40 anos no deserto, a nação de Israel entrou na terra
que o Senhor YHWH lhe havia prometido, onde, no período dos asmos se
produziu a miraculosa conquista da cidade de Jericó – o “Anjo de YHWH”,
entregou esta cidade nas mãos de Israel. No dia 10 do mês primeiro Israel
atravessou o Rio Jordão a pé enxuto também – Josué 4:19. O mesmo livro de
Josué 5:10-12 revela-nos que o povo celebrou a Páscoa aos 14 à tarde,
conforme ao preceito de YHWH, frente a Jericó, tendo também comido pães
asmos e espigas tostadas, apanhadas no campo. Aqui terminou o período em
que foram alimentados com o maná dos céus. Nos primeiros seis dias dos
asmos cercaram a cidade tocando 7 buzinas e ao sétimo dia, YHWH derrubou
os muros da cidade, como lemos em Josué 6:3-4: “Vós, pois, todos os
homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis
por seis dias. E sete sacerdotes levarão sete buzinas de chifres de
carneiros adiante da arca, e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e
os sacerdotes tocarão as buzinas”. No 7º dia dos asmos Jericó foi entregue
na mão de Israel.
d) Ao tempo determinado por YHWH, o povo de Israel cumpriu o preceito que lhe
foi dado, conforme a Êxodo 13:6-10: “Sete dias comerás pães ázimos, e ao
sétimo dia haverá festa a YHWH. Sete dias se comerá pães ázimos, e o
levedado não se verá contigo, nem ainda fermento será visto em todos os
teus termos. E naquele mesmo dia farás saber a teu filho, dizendo: Isto é
pelo que YHWH me tem feito, quando eu saí do Egito. E te será por sinal
sobre tua mão e por lembrança entre teus olhos, para que a lei de YHWH
esteja em tua boca; porquanto com mão forte YHWH te tirou do Egito.
Portanto tu guardarás este estatuto a seu tempo, de ano em ano”.
e) Quando YHWH indica aos filhos de Israel que três vezes no ano deveriam
celebrar festa, Ele torna a repetir: “A festa dos pães ázimos guardarás; sete
dias comerás pães ázimos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado
no mês de Abibe; porque nele saíste do Egito; e ninguém apareça vazio
perante mim” Êxodo 23:15; Deuteronómio 16:16; 2.Crónicas 8:13; 35:17.
f) De resto, muitas das ofertas ao Senhor sobre o altar eram feitas com pães ou
bolos ázimos, i.e. sem fermento: Êxodo 29;2, 23; Levítico 2:4, 7:12, Juízes 6:19-
21, etc..
g) Outro grande acontecimento histórico ligado à semana dos pães asmos ocorreu
com a rededicação do povo de Israel ao Senhor YHWH no tempo dos reis
Ezequias (2.Crónicas cap. 29 a 31) e Josias (2.Crónicas cap. 34 e 35).
3
h) No entanto, o maior acontecimento histórico que se repercute até hoje e também
no futuro na vida de todos os que abraçam o concerto com YHWH, através do
Seu Ungido, O Messias Yeshua, é a Sua ressurreição, ocorrida precisamente
durante a semana dos asmos. A Sua ressurreição ocorreu no final do dia do
Sábado semanal (antes da alvorada do 1º dia da semana), após ter cumprido o
sinal dado através do profeta Jonas: 3 dias e 3 noites no seio da terra. Jesus énos
também apresentado como o “pão do céu”, o “pão da vida” sem fermento.
i) Os Seus discípulos cumpriram igualmente o estatuto dado a Israel, como nos
revela Actos 12:3 e 20:6.
j) Não nos podemos ainda esquecer que o Senhor YHWH instituiu estas
solenidades como “um memorial” entre Ele e o Seu povo de Israel. Memorial de
tudo o que este povo passou no Egipto e memorial da sua libertação. Todos hoje
aspiramos também a entrar na “terra prometida” se formos fiéis até ao fim, i.e. a
fazermos parte da Jerusalém celestial. É pois um memorial das promessas do
Senhor YHWH. Estas promessas partem de Abraão e cumprir-se-ão quando O
Rei Eterno for entronizado em Jerusalém e, no final do Milénio, quando Ele
entregar o reino ao Pai.
k) Por último, e também do ponto de vista histórico, lembremos que antes da
primeira Páscoa ter sido ordenada por YHWH ao Seu povo na noite em que foi
libertado com mão forte do Egipto, da escravidão, já a prática dos pães/bolos
ázimos existia. Leiamos o que se passou com Ló quando recebeu em sua casa,
em Sodoma, os dois anjos enviados por YHWH: Génesis 19:3 – “E porfiou com
eles muito, e vieram com ele, e entraram em sua casa; e fez-lhes banquete,
e cozeu bolos sem levedura, e comeram”. Ora, sendo Ló um homem
abastado e tendo preparado banquete para os seus hóspedes (anjos), que razão
poderia haver para oferecer bolos sem levedura? Deixamos esta questão em
aberto pois a Bíblia não especifica a razão de tal acontecimento. Só nos diz que
aqueles bolos eram ázimos.
2. O estatuto do Senhor YHWH sobre o fermento na semana dos asmos e o
seu significado espiritual para as nossas vidas
Como já antes vimos, o estatuto de YHWH estabelece que a celebração da semana
dos pães asmos tem carácter perpétuo. A duração dessa celebração é de uma
semana, começando na própria noite em que se come a ceia do Senhor, sendo já esse
dia o correspondente ao 1º dia da semana dos asmos, por a ceia ocorrer após o pôr do
sol de 14 de Abib, i.e. no dia a seguir àquele em que o cordeiro é sacrificado.
Diz-nos então em Êxodo 12:15: “Sete dias comereis pães ázimos; ao primeiro dia
tirareis o fermento [SH’OR] das vossas casas; porque qualquer que comer pão
4
levedado [CHAMETZ], desde o primeiro até ao sétimo dia, aquela alma será
cortada de Israel”.
Ora, o mandamento de YHWH não aponta para que não devemos comer pão ázimo
somente no primeiro dia desta semana mas em todos os sete dias desta semana
especial. Tal preceito é-nos transmitido também com toda a clareza em Êxodo 12:18:
“No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimos até
vinte e um do mês à tarde”. De resto, devemos perguntar com toda a legitimidade
escritural: porque razão haveríamos de comer pão asmo no primeiro dia desta
solenidade instituída pelo nosso Deus YHWH a qual celebra a nossa libertação do
Egipto espiritual em que vivemos hoje e não o comer nos restantes dias desta
semana?
Embora digamos que queremos viver pelos asmos da sinceridade (e nenhum homem
tem condições para colocar em causa a sinceridade que pode estar no coração de
cada um), negamos o mandamento de Deus, que é tão explícito, se pretendermos
comer esse pão especial somente no primeiro dia, acabando assim por invalidar o
mandamento.
Êxodo 34:18 confirma-nos o entendimento de que se devem comer pães ázimos
durante os sete dias da festa: “A festa dos pães ázimos guardarás; sete dias
comerás pães ázimos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado do mês de
Abibe; porque no mês de Abibe saíste do Egito”. Igual ensino nos é dado em
Deuteronómio 16:1-8; 2.Crónicas 30:21. Este mesmo entendimento perpassa pelas
palavras dos profetas também. Vejamos o que nos ensina Ezequiel 45:21: “No
primeiro mês, no dia catorze do mês, tereis a páscoa, uma festa de sete dias; pão
ázimo se comerá”. Ora, como vemos, o pão ázimo era comido durante toda a festa
dos sete dias.
Vamos agora analisar melhor o conceito da palavra fermento segundo o seu significado
em hebraico: SH’OR deriva de SHAW’AR que significa “deixar de fora, sobras, restos”.
Esta expressão descreve a porção de massa com fermento activo que era deixada de
fora para utilização no próximo fabrico de pão. A expressão referida na passagem de
Êxodo 12:15 acima transcrita é tashbitu sh’or. TASHBITU vem de SHABBAT e
significa “parar, deixar de”. Daí o significado: “Parar de, deixar de fora”, ou seja deixar
de pôr de lado a dose de fermento activo para o fabrico de pão do dia seguinte. Sem
esta dose de fermento a massa para o fabrico de pão levaria muito mais tempo a
fermentar – Êxodo 12:34, 39: “E o povo tomou a sua massa, antes que levedasse
[CHAMETZ], e as suas amassadeiras atadas em suas roupas sobre seus
ombros... E cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, porque não
se tinha levedado [CHAMETZ], porquanto foram lançados do Egito; e não se
puderam deter, nem prepararam comida”.
SH’OR é muitas vezes confundido com CHAMETZ, mas CHAMETZ não é o fermento
em si, mas sim qualquer massa já levedada – neste caso o pão ou a massa do mesmo.
A palavra CHAMETZ, como é normal nas palavras hebraicas é uma palavra que
5
assume vários significados. Um deles é “ser azedo”. É esse o sentido que se aplica
quando falamos de massa CHAMETZ. Esta massa diz-se azeda porque sofreu a acção
da fermentação. Aliás, SH’OR também não é fermento, não no sentido em que nós
hoje o entendemos, mas sim o pedaço de massa “azeda” que era posto de parte para
iniciar a fermentação da massa correspondente ao fabrico de pão seguinte. Hoje
sabemos que aquilo que se entende por fermento é um conjunto de bactérias que
existem no ar. Este conceito não existia nos tempos antigos. A própria Palavra de Deus
nos dá a entender que o SH’OR era algo que era visível. Tinha de o ser para que
pudesse ser posto fora de casa.
“Sete dias se comerá pães ázimos, e o levedado [CHAMETZ] não se verá contigo,
nem ainda fermento [SH’OR] será visto em todos os teus termos.” (Êx 13:7)
Como é evidente por esta passagem o próprio SH’OR era algo visível o que nos leva a
concluir que a sua tradução por fermento é um tanto ou quanto infeliz na medida em
que o fermento não se vê. Não vamos agora pensar que os israelitas tinham uma
latinha de fermento Royal nas despensas e que era a isso que a passagem se refere.
Aliás, o “fermento” Royal não é fermento activo.
Note-se que não é apenas o SH’OR que temos de pôr fora de casa mas também o
CHAMETZ. Esta é a única passagem que o refere pois todas as outras falam apenas
em pôr o SH’OR. No entanto, o princípio por detrás de pôr quer o CHAMETZ quer o
SH’OR fora de casa conforme os judeus fazem é compreensível e é quase
universalmente entendido como uma questão de precaução para evitar que, por
distracção ou tentação comamos CHAMETZ1.
Afinal, se não tivermos CHAMETZ em casa não o podemos comer, da mesma maneira
que sem SH’OR não se pode fazer CHAMETZ. O mandamento consiste em que se
coma MATZAH (pão feito de massa não levedada). Diga-se de passagem que a
palavra MATZAH, contrariamente à palavra CHAMETZ que significa “ser azedo”,
significa “ser doce”. Esta designação apenas é válida quando aplicado à massa, porque
se trata de uma massa que não levedou. Lembremos que este MATZAH é uma
imagem do próprio corpo de Cristo, o pão da vida, sem fermento, i.e. sem pecado –
João 6:35, 48-51; Lucas 22:19.
Lembremos ainda que o significado das palavras hebraicas MATZAH (pão ázimo) e
MITZVOT (mandamentos) estão intimamente ligados, sendo mesmo sinónimos, pois
significam o ensino puro, não adulterado da Tora que nos é dada por YHWH (O
Messias é a Palavra, a Tora encarnada) pelo que podemos dizer que Yeshua é o Pão
não levedado da Tora.
1 Vemos isto claramente em Êx 12:15 que diz: “ao primeiro dia tirareis o fermento [SH’OR] das
vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado [CHAMETZ]..” Claramente o objectivo por
detrás da remoção do SH’OR, era evitar que se viesse a comer CHAMETZ.
6
Uma vez cozida, qualquer massa de pão que tivesse contido fermento deixa de o ter na
sua forma activa, pois o fermento morre com a cozedura. Porém, os “restos mortais”
desse fermento permanecem na massa e são indissociáveis dela; daí que YHWH nos
diga para comermos pão sem fermento para não ingerirmos esses “restos mortais”.
Segundo o ensino rabínico, a preparação da massa sem fermento deve ser feita até ao
máximo de 18 minutos, momento em que deve ser cozida pois, se não for logo cozida,
começam a produzir-se certos processos químicos que conduzem à fermentação da
mesma - o calor elevado pára o processo de fermentação. O tempo é o ingrediente
principal que leva a massa a fermentar e este tempo é escasso.
Um outro ensino que podemos retirar da semana dos pães asmos é que nós somos a
farinha (o pó da terra) e a água com que este pão é preparado é sinónimo do Espírito
de Deus. A mistura dos dois produz um pão sem fermento, sem pecado.
3. Como devemos então cumprir este mandamento hoje?
Retirando das nossas casas quaisquer tipos de massa com fermento (levedura) quer
activo (SH’OR) quer inactivo (CHAMETZ) e não comendo quaisquer massas
levedadas. Digo particularmente ‘massas’ porque este preceito não se deve aplicar ao
vinho (podemos estudar este assunto separadamente) nem a quaisquer outros
alimentos que sofram a acção de leveduras como sejam, iogurtes, queijos, cerveja,
etc2. As palavras SH’OR e CHAMETZ são bem específicas na sua aplicação a
massas, logo os alimentos abrangidos por estas palavras são apenas o pão, bolos e
bolachas que, de uma maneira geral são CHAMETZ, ou seja fabricados a partir de
massa levedada. O povo de Israel ainda hoje come a sua Páscoa (a refeição
tradicional, o “seder”, tal como Jesus e os apóstolos o fizeram) com base no cordeiro
com ervas amargas, no MATZAH (pão sem fermento) e no vinho.
Um outro aspecto prático acerca do cumprimento deste mandamento é o que fazer a
coisas como as já referidas latinhas de “fermento” Royal ou bicarbonato de soda uma
vez que claramente não estão literalmente abrangidas pelo mandamento. Porém, como
qualquer destas coisas pode ser usada para fazer levedar uma massa, não faria muito
sentido ter a preocupação de colocar o SH’OR fora de casa (algo que aliás poucos
terão em casa hoje em dia uma vez que o pão se compra já feito) e deixar estes
produtos que podem ser usados para o mesmo efeito. No caso particular das
populações urbanas podemos dizer que estes produtos modernos são o SH’OR dos
nossos dias. Logo, tal como o SH’OR, devem ser igualmente excluídos.
No entanto, convém reforçar aquilo que já dissemos anteriormente. O mandamento
central por detrás desta solenidade é que não se coma CHAMETZ. Colocar o SH’OR e
2 Ao examinarmos passagens relativas às Leis sacrificais vemos que Chametz era proibido
(Êx.23:18,34:25, Lv.2:11,6:17, Lv.7:13,23:17) ao mesmo tempo que vinho e cervejas eram permitidos
(Números 28)
7
o CHAMETZ fora de casa eram meios para evitar que se viesse a comer CHAMETZ.
Por essa razão, é normal assistirmos a duas posturas distintas quanto ao cumprimento
deste mandamento. A primeira é a daquelas pessoas que retiram e deitam fora
quaisquer vestígios de SH’OR e CHAMETZ de suas casas durante o período da Festa.
A segunda é a daquelas pessoas que simplesmente guardam esses artigos numa
arrecadação ou garagem por forma a garantir que não os comem durante o período da
festa voltando a repô-los no final. É evidente que a primeira postura é a mais literal e a
que cumpre mais fielmente o mandamento, mas a segunda também é justificável uma
vez que cumpre o propósito de evitar que se coma CHAMETZ durante o período dos
Asmos. Ainda assim, é nossa opinião que a primeira opção é a mais fiel às Escrituras e
como tal preferível à segunda. Nos casos em que um crente se veja impossibilitado de
cumprir o mandamento na íntegra (por estar casado com um cônjuge descrente, por
exemplo), nada o deve impedir de o cumprir na sua essência, não comendo CHAMETZ
durante esse período (ainda que mantendo-o em casa), porque assim está a colocar no
seu coração o preceito que YHWH estabeleceu, e a não ingerir alimentos levedados.
Reparemos agora que a semana dos asmos é iniciada com um Sábado anual e
encerrada com outro. Para além da nossa preocupação de obediência em todos os
dias da nossa vida, nesta semana com dois Sábados anuais e em que recaiu a
ressurreição de Cristo e se celebra a Festa das Primícias da qual queremos ser parte
integrante para a vida eterna, YHWH chama-nos para um exercício especial de
purificação. Em 1.Pedro 1:16, o Senhor recomenda-nos: “Sede santos, porque Eu
Sou santo”. Ora sermos santificados é o verdadeiro propósito das nossas vidas em
Cristo para que morramos para o pecado e passemos a viver para a justiça (Leis) de
Deus, como nos diz Paulo.
4. O Aspecto Espiritual
Espiritualmente, muitas são as formas de fermento que o homem pode abrigar no seu
coração. Entre outros, podemos identificar os seguintes:
o O fermento dos fariseus que é a hipocrisia, a descrença, a resistência à Palavra
de Deus, os ritualismos mortos (entendamos que a observação da semana dos
asmos não é um ritualismo morto), etc.
o O fermento da sensualidade carnal que busca, em primeiro lugar, os prazeres
desta vida, tal como foi revelado na igreja de Corinto
o O fermento do orgulho e da desobediência
Muitos mais poderiam ser enumerados ainda.
Repudiando estes e outros fermentos velhos, ou do velho homem que ainda não
nasceu de novo, somos ensinados a viver com os asmos da sinceridade e da verdade,
os quais envolvem um coração humilde e sincero perante Deus, um coração que já se
entregou à Sua vontade, como nos diz em Josué 24:14 – “Agora, pois, temei a
YHWH, e servi-O com sinceridade e com verdade”, isto é, “fazei o que eu vos digo”,
como nos diz também em 1.Coríntios 5:7-8. Estas duas passagens centram a nossa
atenção no temor à vontade de YHWH, reverenciando-O, e servindo-O em sinceridade
e verdade, i.e. “com os ázimos da sinceridade e da verdade”.
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Nós somos o Templo de Deus e, por isso mesmo, temos que colocar diligência em nos
limparmos de tudo o que pode desagradar ao nosso Deus. Através da fé nas Suas
promessas e do amor que já Lhe retribuímos (por tudo o que Ele fez por nós), devemos
revelar a nossa obediência à Sua vontade (para isso Ele nos legou um cânone escrito),
a qual se encontra expressa nos Seus mandamentos e Estatutos, como nos instrui
também Josué 1:8 – “Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele
dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está
escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido”.
A expressão física de não comermos nada levedado durante essa semana não deve
representar mais do que a nossa resposta espiritual (a que parte do nosso coração
agradecido), a qual é reveladora também da nossa entrega, desejando, assim, limparmo-
nos do fermento velho (toda a sombra de pecado e desobediência que ainda
possam existir nas nossas vidas).
Podemos ainda encontrar importantes analogias espirituais na observação desta
solenidade do Senhor. De entre elas destacamos:
Que devemos viver as nossas vidas sem fermento, portanto, sem pecado ou
corrupção. Isto é, não viver pecando. E isto não é somente válido para os dias
apontados por YHWH na semana dos pães asmos como em todos os dias da
nossa vida, após termos aceite O Ungido de YHWH como nosso Salvador. Na
realidade, ao rejeitarmos o pão levedado nesta semana estamos a assumir um
símbolo importante que o nosso Deus YHWH nos apontou: deitarmos fora o
fermento velho é renovar-mo-nos em Cristo, tornando-nos novas criaturas
(nascidas de novo) e, vivendo como Paulo nos ensina em Gálatas 2:20: “Já
estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim;
e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me
amou, e se entregou a si mesmo por mim”, vivendo assim pelo amor, pela fé
e pela obediência, pois aceitarmos Cristo implica uma transformação profunda
nas nossas vidas.
Espiritualmente falando, o fermento teve sempre um significado negativo
(significa pecado, desobediência às Leis do Senhor), pois é o pecado que faz
levedar toda a massa – 1. Coríntios 5:7-8: “Alimpai-vos, pois, do fermento
velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento.
Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a
festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da
malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade”. Na primeira
Páscoa, por falta de tempo, foi dito aos Israelitas que deveriam comer os Pães
Ázimos apressadamente e com prontidão. A massa deveria ser imediatamente
cozida pois qualquer demora daria início ao processo de fermentação. O mesmo
se aplica à Tora de YHWH. Obediência adiada traduz-se em pecado do qual
sabemos que a massa levedada é um símbolo.
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Deitar fora o fermento velho significa também tornar-mo-nos numa criatura
regenerada pela Palavra e pelo Espírito do Senhor, celebrando a nossa
dependência no Senhor YHWH certos de que Ele nos proverá todas as coisas.
Tomar o pão ázimo na celebração da Páscoa do Senhor assume-se como o
tomar o “corpo de Cristo”, corpo incontaminado, tal como Ele próprio refere nas
Sagradas Escrituras quando se chama a Si próprio “o pão da vida”, “o pão vivo”,
“o maná do céu”.
É, no entanto, de salientar que muito embora os aspectos espirituais que se podem e
devem extrair de qualquer das Solenidades de YHWH e onde reside, na realidade, a
sua essência, os mandamentos em si incidem sobre o aspecto formal dos mesmos.
Não é portanto, justificável que se defenda o incumprimento de um mandamento pelo
entendimento que se possa ter dos aspectos espirituais.
O apóstolo Paulo disse-nos a respeito das Solenidades que elas são sombras das
coisas futuras (Col.2:16-17) e que ninguém nos deve julgar pelo seu cumprimento. Isto
é uma clara defesa do cumprimento formal das mesmas pois só podemos entender a
realidade futura que elas representam se cumprirmos os aspectos formais (a que ele
chama sombras)3.
5. A importância desta celebração nos nossos dias
O Senhor YHWH atribuiu uma importância tão grande a esta Sua solenidade (assinalese
que todas as solenidades instituídas por YHWH são igualmente importantes para o
crente), que determinou que o 1º e o 7º dias deste período fossem celebrados como
Sábados santos, anuais, como santas convocações – Êxodo 12:15-18: “Sete dias
comereis pães ázimos; ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas;
porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia,
aquela alma será cortada de Israel. E ao primeiro dia haverá santa convocação;
também ao sétimo dia tereis santa convocação; nenhuma obra se fará neles,
senão o que cada alma houver de comer; isso somente aprontareis para vós.
Guardai pois a festa dos pães ázimos, porque naquele mesmo dia tirei vossos
exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis a este dia nas vossas gerações
por estatuto perpétuo. No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde,
comereis pães ázimos até vinte e um do mês à tarde”. Apegando-nos à verdade e
ao ensino da Palavra de Deus podemos concluir que o não cumprimento desta vontade
de YHWH pode ter sérias consequências na vida de cada um. Cada um deve pois
meditar no seu coração acerca do peso destas palavras na sua vida presente.
3 Curiosamente esta passagem é usada para defender exactamente o contrário, que estas festas foram
abolidas mas isso é o exacto oposto do que ela diz. Mesmo a parte final deve ser traduzida “sombras
das coisas futuras para o corpo de Cristo” e não: “sombras das coisas futuras mas o corpo é de Cristo”
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O Senhor vai mesmo mais além, instruindo-nos para que durante este período de 7
dias não só não devemos comer pão levedado como não devemos comer quaisquer
outras massas levedadas, conforme nos diz nos vers. 19 e 20: “Por sete dias não se
ache nenhum fermento [SH’OR] nas vossas casas; porque qualquer que comer
pão4 levedado [CHAMETZ], aquela alma será cortada da congregação de Israel,
assim o estrangeiro como o natural da terra. Nenhuma coisa levedada
[CHAMETZ] comereis; em todas as vossas habitações comereis pães ázimos”.
O preceito de comermos pães asmos durante os 7 dias é também reiterado em Levítico
23:6: “E aos quinze dias deste mês é a festa dos pães ázimos de YHWH; sete dias
comereis pães ázimos”, tal como em Números 28:17. E em Deuteronómio 16:3-4a
diz também: “Nela não comerás levedado [CHAMETZ]; sete dias nela comerás
pães ázimos, pão de aflição (porquanto apressadamente saíste da terra do Egito),
para que te lembres do dia da tua saída da terra do Egito, todos os dias da tua
vida. Levedado [CHAMETZ] não aparecerá contigo por sete dias em todos os teus
termos”, e no vers. 16:8 diz-nos “seis dias comerás pães ázimos e no sétimo dia é
solenidade a YHWH teu Deus; nenhum trabalho farás”.
Se pois nos consideramos parte da Israel de YHWH, então este preceito divino ainda
hoje tem validade nas nossas vidas, pois o seu significado irá permitir criar raízes mais
fortes entre nós e o nosso Deus, revelando o amor e respeito que temos pela Sua
Palavra e pelo Seu ensino.
6. As Primícias
Sabemos ainda que no decurso desta semana é também celebrado o Dia das
Primícias, dia em que o sacerdote acenava o molho da cevada colhida nos campos, em
oferta a YHWH e que apontava para a aceitação do sacrifício do Cristo. Este dia marca
o início da contagem dos 50 dias para a celebração da festa que vinha a seguir no
calendário divino – a Festa de Pentecostes.
Levítico 23:10-11: “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes
entrado na terra, que vos hei de dar, e fizerdes a sua colheita, então trareis um
molho das primícias da vossa sega ao sacerdote; e ele moverá o molho perante o
Senhor YHWH, para que sejais aceites; no dia seguinte ao sábado5 o sacerdote o
moverá” .
4 A palavra “pão” não se encontra no texto original sendo uma liberdade do tradutor. O que lá está é
somente CHAMETZ que, conforme já vimos, significa apenas massa azeda, ou seja, levedada. Essa
massa tanto se pode aplicar a pão como a bolos, bolachas ou quaisquer outros produtos feitos de massa
levedada.
5 No dia seguinte ao Sábado semanal que cai dentro da semana dos Asmos ou seja, sempre a um
Domingo. Esta é a posição dos Saduceus e, na opinião dos autores, o método empregue ao tempo do
Cristo e dos Apóstolos. O entendimento Farisaico que veio a vingar mais tarde e prevalece até hoje
considera este Sábado como sendo uma referência ao primeiro Sábado Anual da semana dos Asmos,
ou seja, dia 15 do Abib.
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Assim, durante a semana dos asmos não só se celebra a dádiva dos primeiros frutos
da terra que o Senhor dá ao Seu povo, as primícias do ano, como celebramos Aquele
Senhor que voltará e que, por excelência, se constituiu como O primeiro entre muitos
irmãos que hão-de herdar a vida eterna – 1. Coríntios 15:20, 23; Tiago 1:18, as
primícias de Deus, a igreja dos primogénitos.
Ora a colheita começa no dia a seguir ao Sábado semanal da semana dos Asmos.
Tanto assim é que a oferta feita no Templo nesse dia é descrita como “as primícias
da vossa sega”. A passagem de Deuteronómio 16:9 deixa bem claro também que é
nesse dia que a colheita oficialmente começa:
“Sete semanas contarás; desde que a foice começar na seara iniciarás a contar
as sete semanas”.
Esta passagem fala-nos do início da contagem para o Pentecostes que começa
precisamente com o início da colheita, i.e. no dia seguinte ao primeiro Sábado semanal
da semana dos Asmos. Levítico 23:15 identifica-nos o dia de início dessa contagem
como o dia em que a oferta é feita no Tempo:
“Depois para vós contareis desde o dia seguinte ao sábado, desde o dia em que
trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão”.
Como tal, facilmente se deduz que a foice começa na seara no Domingo a seguir ao
Sábado que calha dentro da semana dos Asmos. O mesmo dia em que as primícias
dessa colheita eram oferecidas a YHWH no Templo.
O povo não podia comer da colheita sem que esta tivesse sido primeiro oferecida a
YHWH, conforme nos diz em Levítico 23:14:
“E não comereis pão, nem trigo tostado, nem espigas verdes, até aquele mesmo
dia em que trouxerdes a oferta do vosso Deus; estatuto perpétuo é por vossas
gerações, em todas as vossas habitações”.
A questão é: que significado têm estas coisas para nós hoje?
As primícias de tudo pertencem sempre ao Senhor YHWH. A Ele eram e são dedicados
os primogénitos de toda a criatura e o Cristo era o Seu primogénito.
“Mas de facto Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos
que dormem”, como nos diz em 1.Coríntios 15:20.
Mateus 27:50-53: “E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o
espírito. E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a
terra, e fenderam-se as pedras; e abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de
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santos que dormiam foram ressuscitados; e, saindo dos sepulcros, depois da
ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos”.
João 12:24: “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na
terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto”.
Romanos 8:29: “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para
serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogénito
entre muitos irmãos”.
Não é por acaso que o sacrifício que se fazia neste dia era:
Levítico 23:12: “E no dia em que moverdes o molho, preparareis um cordeiro sem
defeito, de um ano, em holocausto a YHWH”.
Podemos agora concluir, relembrando, que tanto a Páscoa como a Semana dos Pães
Asmos são comemorações santas (memoriais) instituídos pelo próprio Deus nos dias
por Ele determinados. Ele não só nos diz ainda hoje em que dias devemos assinalar
nas nossas vidas aqueles dias que Ele separou para o Seu povo, como também nos
diz na Sua Palavra de que forma o devemos fazer para andarmos segundo a Sua
vontade. Trata-se pois de um estatuto [khoquth] divino que devemos guardar no nosso
coração.
Agora, retenhamos ainda que todo este ensino tem muita importância para o nosso
fortalecimento na Verddade e no Espírito do Senhor. Não deixemos pois que seja a
carne (a nossa inclinação para o pecado) a dominar-nos no entendimento desta
Palavra de Salvação – Romanos 8:5-7. Lembremos que o justo viverá pela fé na
Palavra de Deus e que não lhe basta ser somente ouvinte, mas fazedor de toda a Sua
vontade.
Certamente muito ainda temos a aprender e a fortalecer-nos nestas solenidades do
Senhor, preparando os nossos corações até que Ele venha, pois Ele diz-nos que as
Suas solenidades são “sombras das coisas futuras”. Encaremos pois estas verdades
como ensino para as nossas vidas e, como nascidos de novo na novidade do Espírito
de Cristo em nós, e ponhamo-las em prática nas nossas vidas, andando em humildade
e sinceridade em todos os preceitos do Senhor.
(Compilação feita a partir de dois estudos elaborados por VQ e RQ)
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EBD – Teologia Sistemática                                                           Pr. Erivelton Rodrigues Nunes
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A Instituição da Festa dos Pães Asmos
01/02/2009
Definições
Pão ázimo ou asmo, matzá (hebraico), צהּ מַ , é um tipo de pão assado sem fermento.
O pão asmo é  feito somente de farinha de trigo (ou de outros cereais como aveia, cevada e centeio) e água. A 
preparação da massa não deve exceder 18 minutos para garantir que a massa não fermente. De acordo com a 
tradição judaico-cristã, pão ázimo foi feito pelos israelitas antes da fuga do Antigo Egito, por que não houve 
tempo para esperar até a massa fermentar.
Hoje em dia é comida obrigatória na festa do Pessach (páscoa judaica), que também se chama Hag ha-matzot, ou 
a festa dos pães ázimos.
Por causa da proibição do uso de farinha normal durante o Pessach para preparação de comida, usa-se a farinha 
do pão ázimo (matze mehl em ídiche, kemach matzá em hebraico), que é simplesmente o pão ázimo moído.
Receita tradicional
 Ingredientes
o um quilo de farinha de trigo ou integral
o meio litro de água fria
o meio copo de azeite
o sal a gosto
 Modo de preparo
o Amasse bem os ingredientes. Com o auxílio de um rolo, abra a massa bem fina, coloque-a em 
uma forma levemente untada e com a ponta de uma faca, risque em formato quadrado. Isso 
facilita o partir. A massa deve ficar bem fina, praticamente transparente.
Observação
Além disso, na Matzá de Pessach são permitidos apenas farinha e água, enquanto em outras épocas podem ser

A Recompensa da fidelidade à Deus

E sobre eles três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes príncipes dessem conta, para que o rei não sofresse dano. Daniel ...