domingo, 30 de dezembro de 2012

Shemini Atseret 22 de Tishrei – 8 de outubro, 2012
Shemini Atsêret
Em conexão com a festa de Shemini Atsêret (o Oitavo Dia de Assembléia), nossos Sábios nos contam uma bela parábola:
Um rei certa vez promoveu uma grande festa e convidou príncipes e princesas a quem apreciava muito para seu palácio. Tendo passado vários dias juntos, os hóspedes prepararam-se para ir embora. Porém o rei lhes disse: "Peço-lhe, fiquem mais um dia comigo, é difícil ficar longe de vocês!"
Assim acontece conosco, nossos Sábios concluem a parábola. Passamos muitos dias felizes na sinagoga. D'us deseja nos ver por mais um dia na sinagoga, e por isso Ele nos concede uma festa adicional - Shemini Atsêret.
Em algumas congregações é costume fazer Hacafot (danças com a Torá) na noite de Shemini Atsêret, assim como na noite de Simchat Torá.
Ainda fazemos nossas refeições na sucá em Shemini Atsêret, embora sem a bênção Leshev Basucá.
Sucot é a Festa da Colheita quando a produção dos campos era colhida e o dízimo era separado, de acordo com o mandamento da Torá, e dado aos levitas e aos pobres. A leitura da Torá no Serviço Matinal de Shemini Atsêret fala do mandamento de dar o dízimo.
O serviço de Mussaf, Prece Adicional, é assinalado pela prece especial com pedidos para que haja chuva.

Leis e Costumes:
É a prática em muitas comunidades – e este é o costume Chabad – conduzir "hacafot" e dança com os Rolos de Torá também na véspera de Shemini Atsêret.Na prece de Mussaf começamos a inserir a frase "mashiv haruach umorid hageshem" ("quem faz o vento soprar e traz a chuva") nas nossas preces diárias (como continuaremos a fazer durante o inverno, até o 1º dia de Pêssach).

Hinos especiais sobre a chuva e a água são acrescentados à Mussaf em honra da ocasião.

Yizcor é recitado hoje após a leitura da Torá.

HacafotApós Arvit, Prece Noturna, e o kidush, prece sobre o vinho, faz-se as Hacafot (danças com a Torá), recitando-se preces especiais e tirando-se da Arca todos os Rolos da Torá, que então passam a ser carregados ao redor da Bimá (mesa onde é colocada a Torá para a leitura) em sete voltas.
Todos recebem a honra de carregar a Torá. As crianças juntam-se também à celebração e diversão, e acompanham a "coreografia" ao redor da Bimá carregando bandeirolas de Simchat Torá.
As Hacafot são repetidas novamente durante o Serviço Matinal, com o mesmo grau de alegria.
A Festa das Cabanas
Um período alegre é iniciado com a festa de Sucot, compensando o solene período de Rosh Hashaná e Yom Kipur.
Há mitsvot nas quais utilizamos apenas algumas partes de nosso corpo, por exemplo: a mitsvá de tefilin, filactérios, que envolve o braço e a cabeça; tefilá, prece, envolve a mente e o coração e assim por diante. Em Sucot, temos uma mitsvá (preceito) singular, que é a construção de uma sucá; a única mitsvá que literalmente envolve a pessoa de corpo inteiro, com suas vestes materiais.
A sucá nos lembra das Nuvens de Glória que rodearam nosso povo durante sua peregrinações pelo deserto a caminho da Terra Prometida. Todos então viram a especial proteção Divina, que D'us lhes concedeu durante aqueles anos difíceis. Mas embora as Nuvens de Glória desaparecessem no quadragésimo ano, na véspera da entrada na Terra de Israel, nunca cessamos de acreditar que D'us nos dá Sua proteção, e esta é a razão de termos sobrevivido a todos nossos inimigos em todas as gerações.
A sucá
Para que o judeu não se esqueça de seu verdadeiro propósito na vida, D'us, em Sua infinita sabedoria e bondade, nos faz deixar nossas casas confortáveis nesta época, para habitar numa frágil sucá, cabana, por sete dias.
A sucá nos lembra que confiamos em D'us para nossa proteção, pois a sucá não é nenhuma fortaleza, nem ao menos fornecendo um telhado sólido sobre nossa cabeça. Lembra-nos também de que a vida nesta terra é apenas temporária.
As refeições na sucá
Durante a festa de Sucot, os homens devem comer diariamente numa sucá (cabana) especialmente construída para este fim. Nestes sete dias, não é permitido comer fora da sucá qualquer refeição que contenha pão ou massa. Há aqueles que não costumam beber nem ao menos um copo de água fora da sucá.
Nos primeiros dois dias e noites da festa, o kidush, prece sobre o vinho, antecede a refeição. Nas duas primeiras noites, é obrigatório comer na sucá ao menos uma fatia de pão (além do kidush), mesmo que esteja chovendo. Nos outros dias, se chover, é permitido fazer as refeições dentro de casa.
Confiança em D'us
Refletir sobre a sucá nos dá uma ampla visão do significado de fé em D'us e da extensão de Sua Divina Providência. Vamos para a sucá durante a Festa da Colheita depois de haver colhido o fruto dos campos.
Se uma pessoa recebeu a bênção Divina e sua terra produziu com fartura, seus estoques e adegas estão repletos, alegria e confiança preenchem seu espírito - aí a Torá a leva a abandonar a casa e residir em uma frágil sucá, para ensina-la que nem riquezas, nem posses, nem terras são proteções na vida; somente D'us é que sustenta, mesmo os que habitam em tendas e cabanas e oferece uma proteção de confiança.
E se alguém está empobrecido e seu trabalho não conheceu a bênção Divina; se a terra não deu o seu produto, se o fruto da árvore não foi armazenado em celeiros e se está incerto e temeroso ao encarar o perigo da fome nos dias de inverno que se aproximam, também encontrará repouso para seu espírito na sucá.
Lembrará como D'us hospedou-nos em Sucot no deserto; nos sustentou e nos abasteceu, não nos deixando faltar nada.
A sucá o ensinará que a Divina Providência é segurança melhor do que qualquer bem material, pois não abandona os que verdadeiramente crêem em D'us. A sucá o ensinará a ser forte e corajoso, feliz e tranqüilo, mesmo na aflição e na dificuldade.
Yom Kipur
O Dia do Perdão, o mais santo do calendário judaico, é também chamado de Dia do Arrependimento. Marcado por jejum e preces, é o dia de pedir perdão ao próximo e a D'us. O destino de cada um é selado neste dia. [Leia mais…]
25 e 26 de setembro, 2012 – 10 de Tishrei 5773

sábado, 29 de dezembro de 2012

Primeiro de Tishrei: aniversário do mundo
O mês de Tishrei é o sétimo no calendário judaico. Isso pode parecer estranho, pois Rosh Hashaná, o Novo Ano, é no primeiro e segundo dia de Tishrei. A razão é que a Torá fez o mês de Nissan o primeiro do ano, para enfatizar a importância histórica da libertação do Egito, que aconteceu no décimo quinto dia daquele mês, e que assinalou o nascimento de nossa nação.
Entretanto, de acordo com a tradição, o mundo foi criado em Tishrei, ou mais exatamente, Adam (Adão) e Chava (Eva) foram criados no primeiro dia de Tishrei, que foi o sexto dia da Criação, e é a partir deste mês que o ciclo anual se inicia. Por isso, Rosh Hashaná é celebrado nesta época.
Adão e Eva foram criados no primeiro dia de Tishrei, que foi o sexto dia da Criação
Há doze meses no ano, e há doze Tribos em Israel. Cada mês do ano judaico tem sua Tribo representativa. O mês de Tishrei é o mês da Tribo de Dan. Isto tem um significado simbólico, pois quando Dan nasceu, sua mãe Lea disse: "D'us julgou-me e também atendeu à minha voz." Dan e Din (Yom HaDin, Dia do Julgamento) são ambos derivados da mesma raiz, simbolizando que Tishrei é a época do Julgamento Divino e do perdão. Similarmente, cada mês do calendário judaico tem seu signo no Zodíaco (em hebraico mazal). O mazal de Tishrei é a Balança. Este é o símbolo do Dia do Julgamento, quando D'us pesa as boas e as más ações do ser humano.
Embora cada Lua Nova seja anunciada e abençoada na sinagoga no Shabat que a precede, a Lua Nova de Tishrei não é anunciada nem abençoada, pois o próprio D'us a abençoa. O aspecto místico de Rosh Hashaná é indicado nas Escrituras: "Soe o shofar na Lua Nova, em ocultamento do dia de nossa festa."
Satan, o Acusador, não deve perceber a chegada de Rosh Hashaná, o Dia do Julgamento. Esta é também uma das razões pelas quais a Lua Nova não é mencionada nas preces de Rosh Hashaná. É também um dos motivos pelos quais a primeira porção do livro Bereshit da Torá não é lida em Rosh Hashaná, embora seja apropriado lê-la, pois Rosh Hashaná é o aniversário do Homem, quando Adam foi criado.
O primeiro dia de Tishrei, que é o primeiro dia de Rosh Hashaná, jamais pode cair num domingo, quarta ou sexta-feira. Historicamente, entretanto, o primeiro Rosh Hashaná foi numa sexta-feira, o sexto dia da Criação. Neste dia, D'us criou os animais dos campos e das selvas, e todos os animais rastejantes e insetos, e finalmente - o homem. Assim, quando o homem foi criado, encontrou tudo pronto para ele.
Nossos sábios viram nisso a ordem da Criação, como a consideração do bom anfitrião que, antes de convidar um hóspede de honra, coloca a casa em ordem, prepara as lâmpadas mais brilhantes, uma refeição deliciosa, etc., para que seu convidado encontre tudo preparado. Mas também vêem nisto uma profunda lição: se o homem é merecedor, é tratado como um convidado de honra; se não o merece, dizem-lhe: "Não fique orgulhoso de si mesmo; até um inseto foi criado antes de você!"
Veja o filme a Criacão do Mundo top
Rosh Hashaná
O Ano Novo judaico é o Dia do Julgamento, quando D'us determina o destino de cada um para o ano que se inicia. Parte principal do serviço de Rosh Hashaná é o toque do shofar, o chifre de carneiro, que desperta as pessoas para o arrependimento.
17 e 18 de setembro, 2012 – 1 - 2 de Tishrei 5773








Primeiro de Tishrei: aniversário do mundo
O mês de Tishrei é o sétimo no calendário judaico. Isso pode parecer estranho, pois Rosh Hashaná, o Novo Ano, é no primeiro e segundo dia de Tishrei. A razão é que a Torá fez o mês de Nissan o primeiro do ano, para enfatizar a importância histórica da libertação do Egito, que aconteceu no décimo quinto dia daquele mês, e que assinalou o nascimento de nossa nação.
Entretanto, de acordo com a tradição, o mundo foi criado em Tishrei, ou mais exatamente, Adam (Adão) e Chava (Eva) foram criados no primeiro dia de Tishrei, que foi o sexto dia da Criação, e é a partir deste mês que o ciclo anual se inicia. Por isso, Rosh Hashaná é celebrado nesta época.
Adão e Eva foram criados no primeiro dia de Tishrei, que foi o sexto dia da Criação
Há doze meses no ano, e há doze Tribos em Israel. Cada mês do ano judaico tem sua Tribo representativa. O mês de Tishrei é o mês da Tribo de Dan. Isto tem um significado simbólico, pois quando Dan nasceu, sua mãe Lea disse: "D'us julgou-me e também atendeu à minha voz." Dan e Din (Yom HaDin, Dia do Julgamento) são ambos derivados da mesma raiz, simbolizando que Tishrei é a época do Julgamento Divino e do perdão. Similarmente, cada mês do calendário judaico tem seu signo no Zodíaco (em hebraico mazal). O mazal de Tishrei é a Balança. Este é o símbolo do Dia do Julgamento, quando D'us pesa as boas e as más ações do ser humano.
Embora cada Lua Nova seja anunciada e abençoada na sinagoga no Shabat que a precede, a Lua Nova de Tishrei não é anunciada nem abençoada, pois o próprio D'us a abençoa. O aspecto místico de Rosh Hashaná é indicado nas Escrituras: "Soe o shofar na Lua Nova, em ocultamento do dia de nossa festa."
Satan, o Acusador, não deve perceber a chegada de Rosh Hashaná, o Dia do Julgamento. Esta é também uma das razões pelas quais a Lua Nova não é mencionada nas preces de Rosh Hashaná. É também um dos motivos pelos quais a primeira porção do livro Bereshit da Torá não é lida em Rosh Hashaná, embora seja apropriado lê-la, pois Rosh Hashaná é o aniversário do Homem, quando Adam foi criado.
O primeiro dia de Tishrei, que é o primeiro dia de Rosh Hashaná, jamais pode cair num domingo, quarta ou sexta-feira. Historicamente, entretanto, o primeiro Rosh Hashaná foi numa sexta-feira, o sexto dia da Criação. Neste dia, D'us criou os animais dos campos e das selvas, e todos os animais rastejantes e insetos, e finalmente - o homem. Assim, quando o homem foi criado, encontrou tudo pronto para ele.
Nossos sábios viram nisso a ordem da Criação, como a consideração do bom anfitrião que, antes de convidar um hóspede de honra, coloca a casa em ordem, prepara as lâmpadas mais brilhantes, uma refeição deliciosa, etc., para que seu convidado encontre tudo preparado. Mas também vêem nisto uma profunda lição: se o homem é merecedor, é tratado como um convidado de honra; se não o merece, dizem-lhe: "Não fique orgulhoso de si mesmo; até um inseto foi criado antes de você!"
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AS SETE FESTAS JUDAICAS/BÍBLICAS PDFImprimirE-mail
Escrito por Pra. Sarah Behar
Qua, 15 de Dezembro de 2010 12:44


As Festas do Senhor
As Festas do Senhor são as festas ordenadas por Deus ao Seu povo, conforme está no livro de Levíticos. Em Colossenses 2:17, referindo-se a essas festas, o apóstolo Paulo nos ensina que elas eram sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. Como se tratava de uma sombra de algo que seria concretizado no futuro, a presença de Cristo é evidente em cada uma delas. Através das festas, Deus tratava de ensinar ao Seu povo a identificar o Seu plano de redenção que seria executado através de Seu Filho, Jesus Cristo. Nós preferimos celebrar Jesus e o que Ele fez por nós, obedecendo o calendário bíblico, a nos comprometer com as festas pagãs sincretizadas com a idolatria que tanto dano tem feito ao Corpo de Cristo.
Vejamos essas Festas e como identificamos a pessoa de Jesus Cristo em cada uma delas:
Na Festa da Páscoa - Jesus é o Cordeiro Pascal (1 dia).
Na Páscoa dos hebreus o povo celebrava a saída do Egito, da terra da escravidão. O sangue de um cordeiro devia ser passado nos umbrais de suas portas para identificar aqueles que tinham a promessa de Deus feita a Abraão. Aquele sangue impediria que o anjo da morte executasse sua tarefa naquela casa que era matar o primogênito.
E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo (Ex 12:14).
Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família (Ex 12:3). Paulo identificou a pessoa de Jesus Cristo naquele cordeiro e cujo sangue nos purifica de todo o pecado. É o sangue da nova aliança. O sangue de nossa redenção. O sangue que foi oferecido como pagamento de nossa libertação da escravidão do pecado.
I Co 5:7 - Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.
João 1:29 - No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
João 1:36 - E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus.
Esta festa tem a duração de apenas um dia, pois num só dia Jesus consumou sua obra redentora na cruz do calvário, derramando o Seu sangue, trazendo a nossa redenção.
Na Festa dos Pães Ázimos – Jesus nos oferece uma nova vida (uma semana)
Esta festa deve ser celebrada por toda uma semana e imediatamente após a Páscoa.
“Guardai pois a festa dos pães ázimos, porque naquele mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis a este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo” (Ex 12:17). “E aos quinze dias deste mês é a festa dos pães ázimos do Senhor; sete dias comereis pães ázimos” (Lv 23.6). Sete dias, uma semana completa, significa uma vida toda. Uma semana significa uma existência completa. Jesus nos oferece a possibilidade de vivermos toda a nossa vida livres da maldição do pecado.
“De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Rm 6:4). “Limpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós” (Co 5:7).
Na Festa das Primícias – Cristo foi feito as Primícias dos que dormem
Esta festa devia ser celebrada ao seguinte dia do sábado, ou seja, no domingo (Lv 23:11)
“Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes entrado na terra, que vos hei de dar, e fizerdes a sua colheita, então trareis um molho das primícias da vossa sega ao sacerdote. Ele moverá o molho perante o Senhor, para que sejais aceitos; no dia seguinte ao sábado, o sacerdote o moverá” (Lv 23:10-11)
Esta festa está relacionada com a colheita dos primeiros frutos. Como se trata de uma “sombra” do que viria acontecer através de Jesus, o Senhor espera que aqueles que morreram com Cristo na Páscoa, vivem uma vida sem pecado, ou seja, vivam a Festa dos Pães Ázimos e possam começar a produzir o fruto do Espírito imediatamente. Este é o primeiro significado dessa festa. O segundo aponta para o Senhor Jesus que foi feito primícias dos que dormem. Ele foi o primeiro a ressuscitar dentre os mortos; dando-nos a esperança gloriosa de ressuscitarmos juntamente com Ele. “Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem” (I Co 15:20).
“Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda” (I Co 15:23) Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. (Jo 11:25).
Estas três primeiras festas no calendário bíblico acontecem simultaneamente e estão relacionadas com a primeira vinda de Jesus à Terra. Elas marcam a obra redentora de nosso Senhor Jesus Cristo já realizada.
Na Festa de Pentecostes – Jesus capacita sua Igreja para a colheita
Esta Festa é também chamada de Festa das Semanas ou Festa da Colheita. Ao cumprir o Dia de Pentecostes, Jesus envia o Espírito Santo para revestir sua Igreja de poder do alto para que ela seja testemunha do seu evangelho tanto em Jerusalém, como na Judeia, Samaria e até aos confins da terra.
“Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa” (Jo 4:35).
“E dizia-lhes: Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara” (Lc 10:2).
“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24:49).
“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. 3 E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais repousaram sobre cada um deles” (At 2.1).
Esta festa acontece cinquenta dias após a Festa das Primícias e marca a inauguração da era da Igreja. Nesse dia Pedro deu início a obra de evangelização dos povos, alcançando quase três mil almas, numa só cruzada evangelhística, que é o trabalho que Jesus deixou para que os seus discípulos realizem até que Ele retorne.
Na Festa das Trombetas – Jesus anuncia a Sua volta
Esta festa aponta para o futuro, para a volta do Senhor, o Arrebatamento da Igreja e consequentemente o encerramento dos trabalhos da Igreja aqui na Terra.
“Fala aos filhos de Israel, dizendo: No sétimo mês, ao primeiro do mês, tereis descanso, memorial com sonido de trombetas, santa convocação” (Lv 23:24).
“Tocai a trombeta em Sião, e clamai em voz alta no meu santo monte; tremam todos os moradores da terra, porque o dia do Senhor vem, já está perto” (Joel 2:1).
“Tocai a trombeta em Sião, santificai um jejum, convocai uma assembleia solene” (Joel 2:15). Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem” (1Te 4:15).
“Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1Te 4:17).
Na Festa da Expiação ou o “Dia do Perdão” – Jesus nos chama ao arrependimento e nos oferece a purificação de nossos pecados pelo seu próprio sangue
Jesus pagou o preço da nossa redenção, contudo nos ensina que para seguí-lo temos que tomar nossa cruz, renunciarmos a nós mesmos (sacrifício vivo).
“Mas aos dez dias desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e ofereceis oferta queimada ao Senhor. E naquele mesmo dia nenhum trabalho fareis, porque é o dia expiação, para fazer expiação por vós perante o Senhor vosso Deus. Porque toda a alma, que naquele mesmo dia se não afligir, será extirpada do seu povo” (Lv 23: 27-29).
“E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia sua cruz, e siga-me” (Mc 8:34).
“E dizia a todos: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia sua cruz, e siga-me” (Lc 9:23).
“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12:1). O Dia do Perdão é observado dez dias antes da Festa de Tabernáculos. É uma chamada final para o povo de Deus se voltar para Ele antes que seja tarde demais.
Na Festa de Tabernáculos – Jesus tabernaculando com sua Igreja (uma semana)
Esta Festa aponta para o reinado milenar de Jesus. É a mais importante Festa profética para a Igreja. Assim como a Festa dos Pães Ázimos, esta festa dura toda uma semana, que significa um período de tempo completo – um período milenar. O governo do Messias sobre as nações da Terra.
“E no primeiro dia tomareis para vós ramos de formosas árvores, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas, e salgueiros de ribeiras, e vos alegrareis perante o Senhor vosso Deus por sete dias. E celebrareis esta festa ao Senhor por sete dias cada ano; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações; no mês sétimo a celebrareis. Sete dias habitareis em tendas; todos os naturais em Israel habitarão em tendas; para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus” (Lv 23:40-43).
No tempo em que os filhos de Abraão habitaram em tendas no deserto, eles o fizeram porque estavam numa viagem para a Terra Prometida. Não construíram edificações permanentes porque o coração do povo estava em Canaã. As tendas podiam ser montadas e desmontadas com grande facilidade. Durante todos aqueles quarenta anos o Senhor estava com eles, numa nuvem durante o dia e numa coluna de fogo durante a noite. Assim, nós a Igreja, a noiva do Cordeiro, devemos ter nossa vida como uma tenda que pode ser desmontada aqui na terra a qualquer momento e remontada no céu. Devemos ter o nosso coração voltado somente para o Noivo e aguardar ansiosamente por sua volta. Do mesmo modo que o Senhor não abandonou o Seu povo no deserto, assim também o Senhor Jesus não nos abandona nem um só dia neste tempo de espera. “...e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” (Mt 28:20).
“Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus” (Ap 22:20).
Nos Sábados (Shabat) – Jesus é o Senhor do Sábado
O Sábado é o último dia da semana. É o dia escolhido por Deus para o homem descansar. Depois de uma semana que significa uma existência completa, uma vida, Deus preparou o descanso para os Seus filhos. “E ele disse-lhes: Isto é o que o Senhor tem dito: Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar, guardai para vós até amanhã” (Ex 16:23). Em três evangelhos Jesus se apresenta como o Senhor do sábado:
Mt 12:8 - Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor. Mr 2:28 - Assim o Filho do homem até do sábado é Senhor. Lc 6:5 - E dizia-lhes: O Filho do homem é Senhor até do sábado.
Como as demais festas, o sábado – dia de repouso, era uma “sombras” do que viria ser concretizado na pessoa de Jesus. Como ele é o Senhor do sábado, só podemos encontrar descanso para nossas almas em sua pessoa. Como Ele mesmo disse em Mt 11:29 -“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas”.
Por esta razão celebramos o “Shabat” todas as semanas para não nos esquecermos que em Jesus encontramos a paz e o descanso que necessitamos.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

1. POR QUE DEVEMOS ACEITAR JESUS COMO ÚNICO E SUFICIENTE SALVADOR ?
1.1 – Todos somos pecadores. A Bíblia é quem diz em Romanos 3.23: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Veja mais versículos que explicam sobre o pecado em toda a humanidade em Genesis 6:5, 1º Reis 8:46, Salmos 53:3, Isaías 53:6, Isaías 64:6, 1ª João 1:8.
Deus criou o homem a sua imagem e semelhança, sem pecado e imortal (Genesis 1:26). Mas o homem desobedeceu a ordem de Deus, comendo da fruta que não podia (Genesis 2:17). O castigo estabelecido por Deus era a morte: morte física, a qual é a separação do corpo e da alma, e a morte espiritual, a qual é a separação de Deus, a aliança entre Deus e o homem foi quebrada (Romanos 5:12), e criou-se um abismo espiritual entre Deus e o homem (Isaías 59:2). Deus deixou de habitar no coração do homem, ficando o homem vazio da presença de Deus (Genesis 3:7-8 e Salmos 81.11-12).
Com a desobediência, o pecado passou a fazer parte da natureza humana, como está escrito em Salmos 51:5 “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe”, ver também Genesis 8:21.
O pecado manifestou-se de várias formas como: idolatria, feitiçaria, homicídio, roubo, mentira, prostituição, ganância, avareza, soberba, orgulho, inveja, ciúme, maus pensamentos, blasfêmias e outras coisas parecidas, como está escrito em Gálatas 5.19-21 “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”.
Com essas ações, os homens se afastaram cada vez mais de Deus (Romanos 1:21-28). Alguns poucos buscavam a Deus e lhe obedeciam.
1.2 – O pecado deve ser pago com a própria vida do pecador.
Como a lei que Deus estabeleceu sobre a criação era de que o pecado devia ser pago com a vida, e a vida dos seres criados é representada pelo seu próprio sangue (Genesis 2:17 e 9:4). O homem deveria morrer e derramar seu sangue para pagar por seus pecados, o problema é que Deus não aceitaria esse sacrifício como suficiente para perdoar seu pecado e salvá-lo da condenação eterna, pelo fato do homem ser manchado de pecado (Isaias 53:5, 1ª Pedro 3:18, 1ª João 3:5 e Atos 4.12) .
1.3 – A triste realidade do homem sem Deus
Por causa do pecado, o homem ficou separado de Deus, e a morte física traz para o homem um juízo eterno, longe dele, num lugar de tormento, conforme está escrito em Hebreus 9:27 “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”. O pecado trouxe a separação de Deus e a eterna condenação para os pecadores (Atos 17:31, Romanos 2:16, Apocalipse 20:12), como está escrito em Romanos 5:18 “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.” Mas este versículo mostra que Deus preparou um plano de salvação para os pecadores, mesmo sem eles pedirem ou buscarem qualquer ajuda em Deus.
1.4 – Deus amava todos os homens e criou um plano para salvá-los
Então, como Deus amou muito a humanidade, mesmo quando ela deixava de adorar a Deus para adorar animais, pessoas mortas e até mesmo o próprio diabo (Romanos 1:21-23), Deus criou um plano para salvar a humanidade. Esse plano é bem claro em João 3.16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Deus planejou o seguinte: O seu único Filho, que estava com ele na criação do mundo, do céu e de todos os seres vivos, viria a Terra e nasceria como homem, através de uma virgem, um grande milagre operado pelo Espírito Santo, como está escrito em Isaías 7 : 14 “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.” Pelo plano de salvação, Jesus nasceria e viveria como homem, sempre vivendo sem pecado, sem desobedecer a qualquer mandamento divino. Depois pregaria a verdade, faria vários milagres para comprovar que ele vinha de Deus, ele deveria ser morto numa cruz, e depois ressuscitar.
Jesus, o Filho único de Deus passou por tudo isso. A morte dele, o derramamento do seu sangue era para pagar aquele preço pela desobediência que Deus estabeleceu para Adão e Eva, e que recaiu sobre todos os homens, pois todos somos pecadores. Com o derramamento de seu sangue e sua morte, pelo fato de Jesus não ter pecado, o sacrifício agradou a Deus, e para provar isso, Deus o ressuscitou ao terceiro dia como sinal de que ele havia vencido o mundo, o pecado, o diabo e a própria morte (Romanos 5:12-19; Hebreus 2:14-18).
1.5 – O sacrifício de Jesus é redentor, expiatório e vicário
Como o sacrifício de Jesus foi perfeito diante do Pai, Deus aceitou o pagamento pela dívida do pecado, por isso dizemos que é redentor, que significa comprador (Romanos 3:23-24; Gálatas 3:13; 1ª Pedro 1:18; Apocalipse 5:9).
O sacrifício também é poderoso para perdoar e apagar para sempre qualquer pecado de quem o aceitar, por isso dizemos que é expiatório (Isaías 53:9; Romanos 5:9; Hebreus 9:14; Apocalipse 1:5)
O sacrifício de Jesus foi no meu e no seu lugar. Nós deveríamos morrer pelos nossos pecados, ele não tinha pecado nenhum, e por ele ter morrido no nosso lugar, dizemos que é vicário, ou seja substituto (Isaías 53:4-11).
Por causa de tudo isso, Jesus restaurou a aliança que havia sido quebrada (João 1:29). Foi construída a ponte entre Deus e o homem que ultrapassa o abismo da morte espiritual e do pecado, tornando-se mediador entre Deus e os homens (João 1:12; 1ª Timóteo 2:5). O nome daquele que crê em Jesus é escrito no livro da vida, nos céus. Esses com os nomes escritos são os que ao morrerem seguem para o Céu, e os que estiverem vivos no dia da volta de Jesus, o arrebatamento, serão levados desta terra (1ª Corintios15:50-53. Esse livro será aberto no dia do Juízo Final, e ali se verá a diferença do que serve a Deus e do que não serve, como está escrito em Apocalipse 20:12-15 “12 E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.13 E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.14 E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.15 E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”.
1.6 – O que fazer para receber o perdão de Deus e restaurar a aliança com Ele?
Como já vimos em João 3.16, aquele que entender que é pecador e crer que Jesus foi enviado por Deus e morreu em seu lugar, esse recebe o perdão de Deus. Porém, esse crer não é apenas acreditar, mas sim se entregar a Ele, e lhe obedecer, como está escrito em Hebreus 5.8 e 9 “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem”; também está escrito em Tiago 2.19 “Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem. Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?” O homem deve arrepender-se dos seus pecados, da vida que levava antes de conhecer a Deus e voltar para aquele que lhe criou, como está escrito em Marcos 1:14 e15 “E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho do reino de Deus,e dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho”. Também está em escrito em Efésios 2:1-3 “1 E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,2 Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.3 Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também”. Portanto o homem deve crer e obedecer para receber o perdão real de Deus. Por isso todos devem aceitar a Jesus como seu único e suficiente salvador. O que significa que o homem deve permitir que Jesus o salve do mundo e do pecado, e que ele seja seu Senhor, Mestre e Guia, determinando os passos que o homem deve dar através da sua Palavra e do seu Espírito Santo. O homem deve seguir os passos de Jesus. O próprio Jesus ensinou isso em Lucas 9:23 “E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.”
1.7 – O novo nascimento
Jesus afirma em João 3.3; 5 “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus… Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”.
Quando o homem entende que é pecador e permite que Jesus se torne seu Senhor e Salvador, o Espírito Santo pela sua ação no espírito do homem e pelo ensino da Palavra de Deus, que é a Bíblia, produz o novo nascimento no homem, que significa transformá-lo em uma nova criatura, onde as coisas velhas se passaram, e tudo se fez novo, conforme está escrito em 2ª Corintios 5.17. O homem passa então a andar de acordo com a vontade de Deus, que é declarada na Bíblia Sagrada. O mal e o pecado que antes lhe dominavam, não dominam mais, e ele se torna livre para andar em santidade, porque foi criado por Deus para isso, como diz João 8.32 “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. O homem passa então a ter atitudes cada vez mais parecidas com as de Jesus: não mente, não rouba, não tem maus pensamentos, não deseja o mal para os outros, não odeia as pessoas, não fala palavrões, não tem inveja nem ciúme de ninguém, não cobiça, não se prostitui, não idolatra e deixa os vícios. Mas passa a amar a Deus e as pessoas, trabalha para se sustentar, ajuda mesmo as pessoas que não gostam dele, fala sempre a verdade, paga as suas dívidas, não anda com pessoas que escarnecem da sua fé e de Deus, evita contendas e discórdias, e busca sempre agradar a Deus em todas as sua atitudes. Isso é uma coisa que vai sendo aperfeiçoada com a sua obediência diária, como uma escada que tem vários degraus. O Espírito Santo com toda a paciência vai aperfeiçoando o homem, lhe mostrando o caminho que deve andar, a cada dia que o homem vai aprendendo mais e mais a Palavra de Deus, e que o Espírito Santo lhe ensina no seu próprio coração, fazendo ele sentir que agradou ou entristeceu a Deus. Cabe ao homem seguir o ensino de Deus pelo Seu Espírito Santo e pela sua Palavra. Fazendo isso, o homem demonstra que nasceu de novo, como está escrito em 1ª Pedro 1.22 e 23 “Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro; Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre”. E quanto mais o homem obedece a Deus, mais ele quer obedecer, e mais ele rejeita o pecado.
1.8 – A nova vida com Jesus
A partir do momento que aceitamos Jesus como único e suficiente Salvador e Senhor, ele passa a habitar de novo no coração do homem, como foi antes da queda, conforme está escrito em João 14:23 “Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada”. Também a Bíblia afirma na Epístola de 1ª Coríntios 3 : 16 “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” Com Jesus habitando em nossos corações através do seu Espírito Santo, nós passamos a ter um pouco da natureza divina, que combate com a natureza carnal, para que nós andemos não mais segundo a vontade da carne, mas segundo a vontade Deus. O Espírito Santo produz em nós parte do caráter de Deus, ou seja, seus atributos divinos, para que possamos ser realmente filhos Deus. Pois, se somos filhos de Deus, temos que parecer com Ele. Não adiante dizer que é filho de Deus, se não se parece com Ele nas suas atitudes. Por isso a Bíblia ensina que o Espírito Santos produz fruto dentro de nós, a fim de sermos parecidos com Jesus, como está escrito em Gálatas 5:22 “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, domínio próprio”. Este último é importante, pois com o domínio próprio, podemos dominar todos impulsos pecaminosos de nossa carne e do nosso coração, e só o Espírito Santo pode fazer isso no homem, por isso que o Evangelho é poderoso para transformar qualquer pecador numa pessoa santa, num verdadeiro filho de Deus, que se parece com Jesus em suas atitudes, pensamentos e sentimentos para com os outros e para com o Pai Celestial. O amor, a paz e a alegria (gozo) tomam conta do coração do homem, de modo que a tristeza, a angustia, a depressão, a ansiedade, o medo, a insegurança, o ódio, a inveja, a cobiça e outros sentimentos ruins perdem o espaço dentro da alma do homem. Não que isso desaparece por completo, mas a natureza divina não dá espaço para a natureza humana. A longanimidade, a benignidade, a bondade e a mansidão permitem que sejamos pessoas melhores para com os outros, aprendemos a perdoar, a ter paciência com as pessoas, suportá-las mesmo quando parecem insuportáveis, a orar e fazer o bem até mesmo por aqueles que nos fazem mal e nos odeiam, como Jesus ensinou em Mateus 5:44-48 “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus. Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus”.
A fé é uma das partes mais importantes da nossa vida, pois sem a fé é impossível agradar a Deus. A fé é acreditar em algo que não se vê com os olhos materiais, nem se tem provas concretas de que irá acontecer. Só aceitamos a Jesus pela fé que ele gera dentro de nós pelo poder da sua palavra, como está escrito em Romanos 10.17 “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”. Esta fé faz com que a graça de Deus alcance nossas vidas, como está escrito em Efésios 2.8 “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”. A graça é o favor de Deus que o homem não merece. Não é pelo merecimento de alguém que Deus o salva, mas pelo grande amor dele. Deus quer salvar a todas as pessoas independentemente do que elas são ou do que fizeram, por isso é favor imerecido, o homem não faz nada para merecer, mas Deus escolheu salvar o homem assim mesmo. Então a palavra do evangelho pregada ao homem tem o poder de gerar fé nele, e escolhendo o homem aceitar a Jesus, como prova da sua fé (pois como vimos, fé sem ações é morta) pela ação de aceitar a Jesus publicamente, Deus pela sua graça perdoa o homem, isso por causa do sacrifício de Jesus na Cruz, como vimos antes. Pela fé também alcançamos os milagres de Deus em nossas vidas.
2. BÍBLIA SAGRADA, A PALAVRA DE DEUS
2.1 – A Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus
A Bíblia Sagrada foi inspirada por Deus, e homens santos a escreveram, conforme a orientação do Espírito Santo, conforme está escrito em Segunda Timóteo 3 : 16 “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça”. Ela transmite a vontade de Deus para o homem, revela seus atributos, conta a história da criação do mundo, de santos homens do passado, conta a história do povo israelita, de cuja descendência Jesus veio a se encarnar, como também as profecias para épocas que já passaram, e profecias que ainda irão se cumprir, em um futuro próximo. A Palavra de Deus mostra também a história do ministério do Senhor Jesus nesta terra, bem como seu nascimento, seus ensinamentos, os milagres que operou, sua morte e ressurreição. Existe também na Bíblia as várias promessas de Deus, não só para o futuro distante, mas as promessas para hoje na vida de quem aceitou a Jesus. E é exatamente essas promessas para o hoje que se cumprem nas nossas vidas que nos faz acreditar ainda mais em todo o resto que está escrito na Bíblia.
2.2 – A Bíblia deve ser estudada pelos servos de Jesus
Toda pessoa que aceita a Jesus, e quer seguir os passos do Senhor, deve ler e meditar na Palavra do Senhor todos os dias, com está escrito em Salmos 1:2-3 “Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem. Tudo o que fizer prosperará.” Porque ela orienta o caminho que devemos andar, num mundo cheio de pecado e de engano, como está escrito em Salmos 119:105 “Lâmpadas para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos.” Mesmo em textos que contam histórias, nós podemos tirar vários ensinamentos de como devemos e de como não devemos agir, conforme Segunda Timóteo 3 : 16 “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” . Tudo que o Espírito Santo inspirou para ser escrito, foi para que tivéssemos exemplos, conforme Romanos 15 : 4 “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.”
2.3 – A Palavra de Deus nos faz conhecer a verdade do mundo
Antes das pessoas conhecerem a Jesus, elas vêem o mundo cada um a sua maneira. Mas no momento que Jesus passa a habitar o coração dessas pessoas, elas passam a ser iluminadas pela verdade, e não mais acreditam em qualquer coisa que se diz, por aí, porque a Bíblia tem resposta para tudo, conforme está escrito em Salmos 119:130 ” A exposição da tua palavra dá luz; dá entendimento aos simples.” Também em Salmos 119:30 “Escolhi o caminho da verdade; propus-me seguir os teus juízos”. Em Mateus 11:29 “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas”. Ainda em João 17:17, Jesus ora ao Pai por nós, seus discípulos e servos, pedindo que sejamos santificados, ou seja, separados das mentiras e enganos que há no mundo, dizendo “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade”
2.4 – A Palavra de Deus liberta
A Palavra de Deus tem o poder de libertar o homem do pecado. Jesus ensinou que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado, mas crendo o homem em Deus, Jesus o liberta desse poder. Assim o homem é livre para obedecer a Deus e andar em santidade, como foi criado para andar, como está escrito em João 8 “31 Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; 32 E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. 33 Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres? 34 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. 35 Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre.36 Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.
2.5 – A palavra de Deus nos conforta e nos consola
A partir do momento que aceitamos a Jesus, o inimigo de nossas almas tenta nos fazer parar e tropeçar de muitas maneiras. A Bíblia tem todos os ensinos pelos quais encontramos força e paz para continuar nossa jornada, como está escrito em Salmos 119:165 “Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.” Está escrito que a Palavra de Deus é um escudo para nós, e nos protege das investidas do nosso inimigo, veja o que diz Salmos 18 : 30 “O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; é um escudo para todos os que nele confiam”. O Salmo 91:4 também ensina isso: “Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel.” Pela sua Palavra, Deus nos inspira a continuar caminhando, confiando nele, sem temer nenhum perigo, pois ele é maior do que todos os nossos inimigos. O importante é que essa Palavra se cumpre dia após dia em nossas vidas, provando que ela é a verdade. Quanto mais somos provados, e mais confiamos em Deus pelo que ele nos promete em sua Palavra, mais adquirimos confiança em Deus, nossa fé aumenta, e aprendemos mais sobre Deus, e com o tempo, passamos a dar nosso testemunho de que Deus é verdadeiramente fiel para com os que nele confiam.
2.6 – Devemos obedecer os ensinos da Palavra de Deus
O homem tem que entender que a Bíblia não é só promessas, ela também tem ensinamentos e mandamentos do Senhor, para o qual devemos atentar, para podermos andar na verdade de Deus, em direção aos Céus . Muitos hoje tem buscado a Deus apenas pelo que ele pode fazer por suas vidas, mas não tem oferecido suas vidas aquele que pode fazer milagres, mas principalmente quer salvar a vida do homem, como está escrito em Lucas 11 : 28 “Mas ele disse: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.” Então, nada adianta ver milagres, receber bênçãos sem obedecer a Deus, pois o mais importante é ter o nome escrito no livro da vida, como disse Jesus em Lucas 10:17 e 20 “17 E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam. 20 Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos no livro da vida”. Devemos sempre obedecer os ensinos do Senhor, para termos direito de entrar no Céu, veja Tiago 1:22 “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”. Assim teremos vida santa, saudável, em paz e alegria, vitória, bênçãos, até o dia de entrar no Céu.
2.7 – A divisão da Bíblia Sagrada
A Bíblia é divida em Antigo Testamento e Novo Testamento. O divisor é o nascimento (encarnação) do Senhor Jesus Cristo, o qual é o centro de toda o ensino bíblico.
O Antigo Testamento é divido em:
1 – O Pentateuco: Escritos por Moisés, os cinco primeiros livros, vai de Gênesis a Deuteronomio. Falam sobre a criação, os patriarcas, a escravidão e a libertação de Israel sob o Egito, e a Lei estabelecida por Deus para o povo de Israel.
2 – Livros Históricos: Escritos por vários homens santos, vai de Josué até Ester. Falam principalmente da história de Israel, desde a conquista da Terra de Canaã (Terra Prometida), o período dos juízes, dos reis e dos profetas, e vai até o exílio do povo israelita para várias partes do mundo e para a Babilônia. Falam ainda sobre o regresso de alguns exilados para a Terra de Israel.
3 – Livros Poéticos: Escritos por vários homens santos, vai de Jó até Cantares. São textos sagrados que transmitem vários ensinamentos, promessas e profecias de uma forma poética. Muitos destes textos, principalmente os Salmos, eram cantados em reuniões de adoração ao Senhor.
4 – Profetas: Os santos homens que transmitiram a vontade de Deus, e anunciaram profecias para os seus dias, para dias posteriores, as quais já se cumpriram (como o nascimento de Jesus), e para dias futuros, as quais ainda não se cumpriram. Vai de Isaías até Malaquias.
O Novo Testamento é dividido em :
1 – Evangelhos: Escritos por apóstolos e evangelistas, contam a história de Jesus, do seu nascimento, vida, ensinos, milagres, morte, ressurreição e ascenção. São eles Mateus, Marcos, Lucas e João.
2 – Atos dos Apóstolos: Escrito por Lucas, mesmo autor do Evangelho, conta o início da igreja, sua perseguição e obra missionário pelo mundo afora.
3 – Epístolas: Escritas pelos apóstolos, transmitem ensinos variados sobre a vida cristã, sobre Deus, sobre as promessas de Deus. Todos os ensinamentos das epístolas são de alguma forma uma explicação mais detalhada dos ensinamentos do Senhor Jesus registrados nos Evangelhos. Vai de Romanos até Epístola de Judas, irmão de Tiago.
4 – Apocalipse: Escrito pelo Apóstolo João, transmite a revelação de Deus para os tempos do fim, nem todas as profecias podem ser interpretadas,mas dá uma idéia do que Deus preparou para os homens, tanto para os salvos (vida eterna) quanto para os que negaram a Cristo (condenação eterna).
3. A ORAÇÃO
3.1 – A oração é a forma pela qual o homem fala, conversa com Deus. É a maneira pela qual o homem apresenta suas necessidades, clamores e sentimentos na presença de Deus, como nesses exemplos: Salmos 5 : 3″Pela manhã ouvirás a minha voz, ó SENHOR; pela manhã apresentarei a ti a minha oração, e vigiarei.” Salmos 54 : 2 “Ó Deus, ouve a minha oração, inclina os teus ouvidos às palavras da minha boca.” Salmos 66 : 19 “Mas, na verdade, Deus me ouviu; atendeu à voz da minha oração.”
Todo servo do Senhor deve estar em constante oração, porque além de ser a forma pela qual falamos com o Senhor, a oração tem outros efeitos. Precisamos aprender o hábito de começar o dia em oração, e continuar o dia em constante oração:
3.2 – Pela oração, Deus faz milagres em nosso favor
Deus criou as leis que regem o mundo material e o mundo espiritual. Uma das leis do mundo espiritual é a que o servo de Deus, precisa falar com o Senhor e apresentar suas necessidades para que Deus se manifeste em seu favor. Se olharmos a Bíblia desde o início, veremos que todos os homens que andaram em caminhos de santidade, bênçãos e milagres, foram homens de oração: Enoque, Noé, Abraão, Jacó, José, Moisés, Samuel, Davi, os profetas e os apóstolos. Uma importante observação é que nem mesmo Jesus, em forma de homem, ficou livre dessa lei. Se olharmos nos evangelhos veremos que Jesus estava em constante oração, como quando foi escolher os 12 apóstolos (Lucas 6.12 e 13), antes de andar por sobre as águas (João 6.15-21), antes de ressuscitar a Lázaro (João 11:41-44) e antes da crucificação subiu ao monte das oliveiras para orar (Lucas 22:39-43). Esses são alguns exemplos, mas Jesus estava sempre em oração, porque é assim que o homem deve falar com Deus. E quando estamos em oração, Deus faz milagres por nós, como vemos em Salmos 22 : 24 “Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem escondeu dele o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu.” Quando o Apóstolo Pedro estava preso, a Igreja estava orando por ele, e Deus enviou um anjo para o libertar da prisão de uma forma espantosa e maravilhosa (Atos 12:4-11). Pela oração, o profeta Daniel viu Deus enviar anjos para lhe trazer respostas e vitórias, mesmo quando o inimigo tentou impedir a resposta de Deus (Daniel Cap. 2, e Cap. 10). Quando o profeta Jeremias estava preso e achou que fosse morrer ali, Deus apareceu para ele e lhe mandou orar, clamar, para que Deus lhe enviasse vitória e novas revelações (Jeremias 33.1-3).
Quando buscamos a Deus em oração, Ele faz o impossível se tornar possível, conforme vemos em Efésios 3:20 “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera.” Também vemos em Tiago 5 : 16 “…A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” Por isso temos que buscar a Deus em oração se quisermos receber os milagres em nossas vidas.
3.3 – Pela oração, Deus afasta o nosso inimigo
O inimigo de nossas almas está sempre tentando atrapalhar nossa caminhada para os Céus. Ele lança tropeços de várias formas. Mas quando estamos em constante oração, o inimigo é derrotado. Vemos que o profeta Daniel buscou a Deus em oração por uma resposta, e o inimigo tentou impedir que a resposta descesse. Mas como o profeta continuou em oração, Deus enviou o arcanjo Miguel para repreender o inimigo e permitir que a resposta chegasse ao profeta (Daniel cap. 10) . Vemos também uma cena em que os discípulos de Jesus tentaram expulsar um demônio de um jovem,porém não conseguiram. Quando Jesus chegou e expulsou aquele demônio, os discípulos então perguntaram porque não puderam expulsá-lo, Jesus disse que aquela qualidade de demônio não sai a não ser com oração e jejum (Mateus 17:14-21).
3.4 – A oração nos aproxima de Deus
Quanto mais o servo do Senhor orar, mais próximo e íntimo será de Deus. Todos que querem intimidade com Deus, tem que buscar a Deus em constante oração. O Rei Davi era um homem que orava muito, por isso foi tão próximo de Deus, que além de rei, Davi foi profeta, poeta, e vários salmos foram escritos por ele. Muitos desses salmos são profecias sobre o próprio Jesus. Se lermos os salmos de Davi, veremos que ele falava com intimidade com o Senhor. Os apóstolos escolheram homens para serem separados para o serviço de diácono da igreja, porque não podiam deixar a oração nem a Palavra, como está escrito em Atos 6:1-4. Eles tinham a necessidade de estar em constante oração ao Senhor para poder pregar a Palavra de Deus com unção e autoridade, e para que os milagres continuassem a acontecer na igreja.
Quando temos uma vida de oração, nos tornamos fortes contra o pecado e contra nossa própria carne, porque ao nos aproximarmos mais de Deus, nos tornamos mais espirituais.
3.4 – Como devemos orar
A oração é a forma como falamos com Deus. Ora, Deus é o Senhor das nossas vidas, é o Criador Todo-Poderoso, o Rei Eterno, portanto devemos nos apresentar para falar com Ele nos humilhando na sua presença. A oração deve ser feita sempre com um coração humilde na presença de Deus, para que Ele nos exalte, como está escrito em Mateus 23 : 12 “E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado.” O homem deve está humilde em seu corpo, alma e espírito.
Quando oramos de joelhos dobrados, estamos humilhando nosso corpo, como uma forma de demonstrar que somos totalmente submissos e dependentes do Senhor, veja o exemplo de Marcos 1 : 40-42 “41 E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. 41 E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo. 42 E, tendo ele dito isto, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo”. Veja que como o homem se humilhou, Jesus se moveu de uma compaixão profunda, e logo curou aquele homem. E como esse, existem vários outros exemplos de humilhação e de joelhos dobrados na Bíblia, e milagres e respostas foram dispensados aos homens.
Nós podemos orar em casa, como ensinou Jesus em Mateus 6.6 “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente”. Ou podemos orar na igreja, juntamente com os irmãos, como vemos em Atos 12:5 “Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus”.
Existem momentos que não podemos orar da mesma forma como explicado antes, de joelhos, em casa ou na igreja, quando estamos no trabalho, na escola, na rua, ou noutro lugar, mas podemos assim mesmo falar com o Senhor orando em nosso espírito, ou seja, usando nosso pensamento direcionado para Deus. Precisamos somente que nosso espírito e nossa alma continuem humilhados na presença de Deus, conforme a Epístola de Judas 1.20-21 “Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna”.
Nós também oramos quando estamos cantando e louvando ao Senhor, pois muitos hinos forma inspirados pelo próprio Espírito Santo para nos ajudar a clamar a Deus muitas vezes, conforme está escrito em Isaías 52 : 9 “Clamai cantando, exultai juntamente, desertos de Jerusalém; porque o SENHOR consolou o seu povo, remiu a Jerusalém.”
3.4 – Devemos ser perseverantes na oração
Jesus ensina em Lucas 18:1-8, que nós devemos perseverar em oração, sem jamais desanimar. Às vezes parece que Deus não está ouvindo a oração, ou não está atendendo nosso pedido, e nos perguntamos se estamos em falta, ou se Deus não nos ama. Mas em toda a Bíblia aprendemos que devemos orar continuamente, pois Deus nos está ouvindo, e no tempo certo trará a resposta. Veja o que diz Mateus 7:7 “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.” Veja também 1ª Tessalonicenses 5:17. Deus tem o tempo certo para agir em nossas vidas, nunca antes, nem depois, como está escrito em I Pedro 5 : 6 “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte”.
3.5 Devemos orar em Nome de Jesus
O senhor ensinou que devemos orar sempre no nome dele, pois ele criou a ponte entre Deus e os homens (1ª Timóteo 2:5), como ele mesmo disse em João 14:13-14 “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei”.
3.6 – Motivos pelos quais Deus não escuta a oração
-Deus não atende a oração, quando o pedido que fazemos é contra a vontade dele, veja I João 5: 14-15″Esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que já alcançamos os pedidos que lhe fizemos.”
-Deus não atende a oração quando o pedido é algo que queremos para satisfazer desejos ou sentimentos impuros, como está escrito em Tiago 4 : 3 “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.”
-Deus não atende a oração quando o buscamos sem fé, como está escrito em Hebreus 11:6 “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”.
-Deus não atende a oração quando estamos em pecado, como vemos em Isaías 59:1-3 “1 EIS que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir.2 Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça. 3 Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos de iniqüidade; os vossos lábios falam falsidade, a vossa língua pronuncia perversidade”.
-Deus não atende a oração do homem quando esse não trata a sua esposa como deve tratar, como amor, cuidado, como auxiliadora e não como escrava, e na vida conjugal dando a honra como vaso mais fraco, como está escrito em 1ª Pedro 3:7 “Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações”.
4. A VIDA CRISTÃ
4.1 – A IGREJA
A Igreja não é apenas a organização material para atividades religiosas, mas a união espiritual entre Jesus e todos aqueles que o aceitam, veja Efésios 5 : 23 “Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.” Também vemos em Colossenses 1 : 18 “E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.” Mateus 16 : 18 “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;” O próprio Deus planejou a existência da Igreja no princípio do mundo, veja também Efésio 3:9-11.
– Na igreja, o povo de Deus se reúne para adorar e louvar a Deus (Salmo 95:6; Salmo 100:1-4; Salmos 122:1; Isaías 2:3; João 4:23-24; Efésios 5:19)
- Na igreja, o povo de Deus se reúne para orar (Atos 2:1; Atos 12: 5; 2º Crônicas 7:15)
- Na igreja, o povo de Deus se reúne para aprender a palavra do senhor (Salmos 27 : 4, 1º Corintios 2:1-4 )
- Na igreja, o povo de Deus se reúne para ter comunhão João 10:16; Atos 2:42-46 .
- Não devemos deixar de congregar, porque essa não é a vontade de Deus, Hebreus 10:25
4.2 – O TESTEMUNHO
Podemos dizer que o testemunho é a atitude do novo homem, como nascido de novo, andando nos caminhos de Deus, não mais segundo a vontade da carne, mas do Espírito Santo, João 3:5.
- A importância do testemunho diante dos homens, é que mostramos que somos filhos de Deus, e o seu Nome é glorificado, 1ª Pedro 2:12 e 15.
- Damos testemunho através da humildade e da mansidão, Mateus 5:3-5, Mateus 11:29
-Damos testemunho através das palavras que falamos, sem gírias e sem palavrões, Efésios 4:29; Efésios 5:3-4; Colossenses 3:8 .
- Damos testemunho quando falamos a verdade, porque o Diabo é o pai da mentira, mas Jesus é o caminho, a verdade e a vida, João 14:6; João 8:44; Efésios 4:24-25.
- Damos testemunho quando pagamos nossas dívidas e devolvemos as coisas que pegamos emprestadas, Romanos 1:31; Hebreus 12:1.
- Damos testemunho dentro do nosso próprio lar, mostrando agora que somos mansos, humildes, não gostamos de discussões, discórdias, e não concordamos com o pecado, a fim de ganharmos nossa família, Atos 16:31.
4.3 – A SANTIFICAÇÃO
O pecado é tudo aquilo que vai contra a natureza Santa de Deus, e significa em hebraico errar o alvo, o alvo de todo homem é agradar a Deus e lhe obedecer (Eclesiastes 12:13-14). A santificação significa separar-se das coisas do mundo, das várias formas de pecado, porque Deus é santo (1ª Pedro 1:16), como já foi explicado no tema Novo Nascimento.
- A santificação é operada no homem através da palavra de Deus, pois na Bíblia está escrita a vontade de Deus, o que lhe agrada e o que não lhe agrada, João 17-17, Romanos 2:1-2, Efésios 5:26.
- A santificação é operada no homem através do Espírito Santo, pois ele nos faz sentir em nosso coração quando agradamos ou desobedecemos a Deus, Romanos 1:4, 2ª Tessalonicenses 2:13, 2ª Corintios 7:10
- A santificação é aperfeiçoada no crente, a medida que caminhamos com o Senhor, pois vamos aprendendo cada vez mais a vontade de Deus, e vamos nos afastando cada vez mais do mundo, 2ª Corintios 7:1, Efésios 4:13.
O homem tem várias oportunidades para pecar diariamente (Hebreus 12:1), através dos pensamentos, das palavras, dos sentimentos e das atitudes (Marcos 7:20-23). Por isso temos que guardar nosso coração para não pecar contra o Senhor (Provérbios 4:23) e conservar santo nossa corpo, alma e espírito (1ª Tessalonicenses 5:23).
- Devemos tomar cuidado com o pecado, porque ele entra através da cobiça e da concupiscência, que significa desejo (Gênesis 3: 6; 2ª Samuel 11:2-4; Tiago 1:14-15, 1ª João 2:16-17)
- O desejo do pecado entra por aquilo que vemos (Mateus 6:22-23, 1ª João 2:16), por isso temos que vigiar naquilo que olhamos na rua, nas revistas, no trabalho, no colégio, assistimos na TV, na Internet, para não sermos tentados, porque a carne é fraca (Mateus 26:41)
- O desejo do pecado faz parte da natureza humana (Romanos 7:14-23) , que só é vencida pela palavra de Deus e pelo Espírito Santo (Romanos 8:1-4; Romanos 8:13-16), quando o homem aceita a Jesus de todo o seu coração (João 3:3-6)
 

A Recompensa da fidelidade à Deus

E sobre eles três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes príncipes dessem conta, para que o rei não sofresse dano. Daniel ...